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Caxias, Ma, Brazil
Sou jornalista por formação e profissão há dez anos. Correspondente do jornal O Estado do Maranhão desde 1999. Já atuei em diversos jornalísticos de Caxias, impressos e na internet.Trabalhei em assessorias de imprensa. Este ano assumi a coluna política de Caxias em O Estado. Aqui estarão impressas um outro lado dessas noticias, os bastidores que pouca gente vê. Postarei também as reportagens produzidas por mim para este jornalístico e que agora estarão disponibilizados também na internet.Leia, reflita e comente.CONTATOS: (99)8133-3525 ou aneledepaula@gmail.com

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domingo, 15 de maio de 2011

ESCOLAS DA ZONA RURAL AINDA ESTÃO SEM AULA

Escola Municipal Pedro Neiva de Santana, localizada no povoado Brejinho, ainda sem aula
   

      O ano letivo de 2011 começou oficialmente na rede municipal de ensino no final de fevereiro deste ano, mas isso não se aplica aos três mil estudantes que frequentam unidades de ensino instaladas na zona rural. Por lá o clima ainda é de espera entre os estudantes e a falta de aula não se dá por ausência de professores, mas, porque até hoje a Prefeitura de Caxias não conseguiu concluir o processo de licitação para contratar as empresas que irão prestar o serviço de transporte escolar nessas localidades.
       Sem transporte não há aulas e cada estudante tem se virado como pode para não perder o ano letivo. Alguns já tomaram medidas drásticas e se matricularam em escolas particulares de Caxias e Timon. Este é o caso do estudante Evandro José Cunha Lima,14 anos. Ele frequentava o ensino médio na zona rural e argumenta que não queria mais atrasos no ano letivo. “Consegui uma vaga em uma escola de Timon vou todos os dias. Não dava mais pra aguentar essa situação, até porque essa não é a primeira vez que o ano letivo fica atrasado”, argumenta ele.
      Apenas na Unidade Municipal de Ensino Pedro Neiva de Santana, localizada no povoado Brejinho e distante apenas trinta minutos de Caxias, mais de trezentos alunos que frequentam a escola nos três turnos estão sem aula. Nem mesmo os estudantes que residem no próprio povoado podem frequentar a unidade de ensino. Os professores de todas essas localidades continuam recebendo seus vencimentos, mas ainda sem previsão de quando voltarão a ministrar aulas.
     Para tentar resolver este impasse até mesmo o Ministério Público Estadual entrou na questão. A promotora da educação, Carla Mendes, argumenta que já convocou tanto o prefeito Humberto Coutinho quanto a secretaria municipal de educação, Silvia Carvalho, para prestar esclarecimentos. O encontro aconteceu no dia 19 de abril na sede da promotoria e ela confirmou que as aulas de fato ainda não tinham começado na zona rural justamente porque o processo licitatório ainda estava em andamento.
       “O que a secretaria de educação garantiu é que o cronograma escolar dos duzentos dias letivos será cumprido, tanto que a promotoria já enviou oficio para que o município esclareça como anda esse processo do transporte escolar e informações de como será executado o cronograma das aulas para assegurar que o ano letivo seja cumprido”, enfatiza Carla Mendes.
       Mesmo com o atraso no inicio da licitação para fazer o transporte na zona rural a Prefeitura não deixou de receber os recursos do Governo Federal advindos do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE). Até abril já foi repassado ao município pelo convênio n°0969 o total de R$ 16.106,73. Dinheiro que poderia ser usado para encontrar outra alternativa que não prejudicasse os estudantes, já que conforme o próprio MEC o contrato pode ser estendido sem licitação desde que haja uma justificativa legal para isso.
       “Houve uma má administração da Secretaria Municipal de Educação porque ela poderia prever o prazo correto para fazer essa licitação e não esperar iniciar o ano letivo e somente em março deflagrar um processo licitatório que a gente sabe que demora e que não pode ter atropelo justamente para evitar o descumprimento da legislação de licitações. Então o que fica é esse dilema, porque o processo tem que seguir,no entanto três mil alunos, como foi confirmado pela própria secretaria, estão sendo penalizados. O Ministério Público está acompanhando para tentar garantir o cumprimento da carga horária”, lembra a promotora. 

PREFEITURA PAGA PREÇO ALTO POR TRANSPORTE ESCOLAR EM CAXIAS


A Prefeitura paga caro para manter os estudantes caxienses na escola. É que segundo levantamento feito pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais de Caxias (Sintrap) as empresas recebem valores diferenciados conforme o número de veículos alugados para a Prefeitura, trajeto e ainda a quantidade de turnos que o transporte escolar é disponibilizado. Mesmo assim os valores ainda ficam bem acima do normal, caso esses estudantes tivessem que pagar do próprio bolso para chegar até a escola.
       Um desses exemplos é o da empresa R.O.Lima Filho Transporte, localizada na Fazenda Boa Vista no I Distrito. O proprietário alugou até dezembro do ano passado  para a Prefeitura o ônibus placa LVE-0198 e recebeu todo mês, durante dez meses, o valor de R$ 11.424,00 pelo aluguel de um único veiculo que percorria os povoados: Boa Vista-Laranjeira-Sapateiro-Corrente-Pau D`Árco-Aroeira-Macabeira e Sossego. Mesmo que tenha levado 40 alunos por turno, nos três turnos do dia, o que perfaz um total de 120 estudantes, já que a capacidade média de um veículo desse tipo é para até 40 pessoas fora o motorista, a Prefeitura pagou por cada ida e volta desses alunos a estas localidades, durante os dais letivos, o valor de R$ 952,00 por estudante. Se compararmos a passagem diária de cada um é até superior a prestação de um carro popular.
     Outras disparidades também acontecem no pagamento desse serviço. Enquanto a empresa Marcondes da S.Dias Transportes, com endereço na Avenida Volta Redonda alugava para a Prefeitura três ônibus e recebia R$ 19.896,60 para percorrer onze localidades e levar os estudantes até a escola do povoado Baú, a empresa Marques Transportes com endereço na Rua santo Antônio n°450, povoado Santo Antônio alugava seis ônibus pelo valor de R$ 19.960,00 e fazia trajetos que passavam por trinta e cinco localidades. A grande diferença está nos valores e na distância, pois mesmo que a Marcondes trabalhasse com seus veículos durante os três turnos, ainda assim a Prefeitura pagava por cada aluno o valor de R$ 551,00, sendo que as distâncias percorridas são pequenas, já que os povoados ficam a poucos minutos de distância um do outro.
       Além disso, há outro agravante. A Prefeitura pagou mais três vezes além do valor recebido para manter o serviço de transporte escolar em pleno funcionamento. No ano passado, por exemplo, o Governo Federal enviou para Caxias R$ 548.008,61, no entanto a Prefeitura teve que desembolsar para pagar as treze empresas prestadoras desse serviço o valor total de R$ 2.982.980,00. Se quisesse economizar a Prefeitura poderia inclusive adquirir os veículos e ainda assim economizaria nos gastos com esse tipo de transporte. Nas concessionárias autorizadas um modelo novo ano 2008 duas portas e sem ar custa no mínimo R$ 110 mil. Bem menos do que o montante total de R$ 898.168,00 pagos a empresa A.V.Soares, com endereço na Rua dos Milagres Quadra A Casa 03, Bairro Matadouro Novo, pelo aluguel anual de treze ônibus e uma Kombi.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

NOVA IMORTAL SERÁ EMPOSSSADA HOJE NA ACADEMIA CAXIENSE DE LETRAS


     Quando era criança e começou seu gosto pela leitura talvez Joseane Maia não imaginasse que fosse chegar tão longe e que iria valer muito a pena não abandonar o universo da literatura. Mas ela chegou lá. Doutora em Letras pela PUC-São Paulo ela coroa uma carreira de sucesso recebendo uma das maiores honrarias da cultura caxiense, o titulo de imortal da Academia Caxiense de Letras. Joseane Maia foi eleita para a cadeira de n°22 que tem como patronesse a educadora Laura Rosa. Joseane Maia foi eleita com mais de vinte votos, após a vacância do cargo com o falecimento do acadêmico Adailton Medeiros, no ano passado.
           Joseane Maia quase desistiu de fazer parte do quadro de acadêmicos, ela já tinha perdido em uma eleição anterior, e só voltou a concorrer por insistência de outros imortais. A persistência deu certo e na segunda vez ela venceu com folga. Sobre as expectativas para essa nova, e boa fase que se inicia, ela assume um nervosismo. “Uma coisa é eu me sentir integrada a ACL e até registro isso em meu discurso. Mas agora que estou me preparando para participar desse ritual eu estou vendo que é muito diferente. Não é a mesma coisa de eu apenas me sentir integrada. Entre você ser apenas colaboradora e fazer parte da Academia é diferente eu estou percebendo que isso está mexendo com o meu lado emocional. Estou feliz e, sobretudo agradecida. Na verdade eu construí uma trajetória que foi fruto de muitas parcerias, porque ninguém faz nada sozinho”, pondera.
          E não foi mesmo. Joseane Maia não foi apenas uma leitora passiva que se limitou a escrever sobre Literatura. Ela foi além e traz em seu currículo projetos voltados para o incentivo à leitura que fizeram toda a diferença na vida de dezenas de caxienses. Tudo começou ainda na década de 90 com alguns acadêmicos do curso de Letras do CESC/UEMA, onde lecionava. Foi nessa época que ela formou o primeiro grupo de estudos literários.
        O grande divisor de águas, segundo ela, veio com o Proler (Programa de Incentivo a Leitura), implantado em Caxias nesta mesma década. “O Proler de certo modo institucionalizou um trabalho de muita crença individual. No momento em que isso foi incorporado pelo Proler, que é um programa e é ligado a uma instituição isso valorizou e me deu muitas aberturas pra fazer mais e sempre encontrando parceiros para tudo isso”.    
       Foi graças ao seu trabalho que este ano Joseane Maia recebeu a noticia de que seu livro autoria intitulado de “Literatura na Formação de Leitores e Professores” da editora Paulinas, foi escolhido pelo Ministério da Educação para integrar o quadro de obras que serão distribuídas gratuitamente para todas as escolas da rede pública, que possuem ensino de 1° a 4° série de todo o Brasil. Ao contrário de muitos escritores caxienses a produção do livro não foi bancada do bolso da própria escritora, o que valoriza ainda mais a sua conquista.



      Com tantas iniciativas agora Joseane Maia estenderá a sua atuação a projetos que possam envolver os membros da Academia Caxiense de Letras. Cheia de ideias Joseane já sabe que a participação dos acadêmicos será de suma de importância para o seu atual projeto, o Guardiões da Leitura (iniciativa que pretende movimentar as salas de leitura da rede estadual de ensino). A intenção é permitir que os acadêmicos visitem as escolas participantes do projeto e apresentem a sua história de leitura aos estudantes.
      Jacques Inandy Medeiros não esconde o entusiasmo com a posse da mais nova acadêmica para ele o fato de Joseane Maia residir em Caxias já é um ponto favorável para que ela esteja sempre engajada nas ações desenvolvidas pela Academia.
      “É uma pessoa que vem para enaltecer ainda mais a ACL, e tenho a plena convicção de que ela chega somar e não deixar que a Academia perca o seu brilho e a sua imponência”, avalia.
       A grande festa da Academia Caxiense de Letras está marcada para a noite deste sábado, a partir das 19h. Ela é aberta ao público caxiense, que poderá conferir de perto a posse de mais uma imortal. 

TRANQUILIDADE APARENTE

   
Vereador Helton Mesquita
   O presidente da sigla municipal do PDT, o vereador Helton Mesquita, não esconde de ninguém que está tranquilo com relação às articulações do prefeito Humberto Coutinho em lhe tomar o comando do partido na cidade. HC andou mancomunado com o ex-deputado Flávio Dino (PC do B) em  Brasília para conseguir convencer o presidente nacional, o ministro do trabalho Carlos Lupi, que merece o partido em Caxias.

    Helton Mesquita pode até demonstrar uma tranquilidade aparente, mas a situação, pelo menos em sua cabeça, está tão claramente resolvida, que nem se dar ao trabalho de responder as investidas de HC. Convenhamos não é mesmo. O atual prefeito já tem debaixo do braço diversas siglas partidárias. Algumas foram conquistadas por ele, e outras foram vendidas por aqueles que no apagar das luzes da última eleição acharam mais conveniente um salário mensal a um embate nas urnas.

   Mesmo que consiga descartar HM do partido a campanha de 2012 não será tão fácil quanto perece para líder caxiense. Tem muitos planos mirabolantes sendo executados na surdina. O que ameaça a candidatura do sobrinho não é esse ou aquele partido, mas as articulações frágeis que HC cultiva há anos dentro de sua administração.

Recursos
Somente até abril deste ano a Prefeitura de Caxias já recebeu em recursos dos Governos Federal e Estadual o montante de R$ 46.577.533,02 milhões de reais. A maior parte dos recursos, claro, foi destinada para a educação e saúde da rede.

Merenda I
O mais absurdo é que somente para a merenda escolar já chegou ao cofre público, só em 2011, um total de R$ 402.372,00 somente para gastos com a merenda escolas. Em muitas unidades ensino ela não existe, ou simplesmente é oferecida uma alimentação de péssima qualidade.

Merenda II
O cardápio fictício, que atende as exigências do MEC, só existe no papel. Na prática, sempre que o lanche chega às escolas e sedes de projetos sociais, ou é mingau ou é suco com bolacha. Entre os estudantes a reclamação é constante.

Treinamento
Marcado para o dia 21 de mais uma etapa do treinamento dos estudantes que participam do projeto Guardiões da Leitura. Os alunos que tomarão conta das salas de leitura onde estudam receberão capacitação na sede da ACL. 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

ENTREVISTA: DOM VILSSOM BASSO


“EU ACREDITO QUE A NOSSA PROPOSTA DE MISSÃO TOCA O CORAÇÃO DOS JOVENS”
Dom Vilssom Basso foi nomeado bispo da Diocese de Caxias há pouco mais de um ano e desde então vem atuando em várias frentes de trabalhos religiosos com um único propósito: o de mobilizar a comunidade a exercer mais a sua religiosidade e atrair cada vez mais jovens para participar das atividades da Igreja. Dom Vilssom  é licenciado em Estudos Sociais pela Fundação Educacional de Brusque, SC, Bacharel em Teologia pela PUC do Rio de Janeiro, cursou Teologia no Instituto Teológico de Taubaté. Em 1991 estudou Planificação Pastoral na Universidade Javeriana de Bogotá, Colômbia e em 2006 fez curso de inglês em Hales Corners, US, preparando-se para a missão nas Filipinas. Em entrevista exclusiva Ao blog Notas de Caxias ele falou sobre vários assuntos: Campanha da Fraternidade, Religião, Politica, Trabalho Missionário e o assunto no qual é especialista: Evangelização para a Juventude.

NC- Como a Campanha da Fraternidade deste ano trata do tema “Fraternidade e Vida no Planeta” e com tantas fontes de riquezas naturais nesta região, há projetos específicos que poderão ser trabalhados pela Igreja na Diocese de Caxias?

Dom Vilssom-  Será justamente agora a partir da reflexão da campanha nesses quarenta dias, é que a gente pode fazer algum projeto a nível de diocese. Por outro lado, a campanha da fraternidade nos dá a oportunidade de ações concretas a nível pessoal, a nível de família, a nível de igreja e de sociedade com exemplos simples. Tudo o que a gente puder fazer para evitar o desperdício, como o não uso de sacos plásticos por exemplo, já vai ser uma grande contribuição. Outra ação concreta pode ser a nível de água. Durante o banho você pode evitar o desperdício, um dos exemplos que se usa no manual da campanha é regrar o uso dessa água. Se você vai tomar banho, pode desligar a torneira na hora de se ensaboar. Se você diminui o desperdício, quanto bem nós não podemos fazer ao planeta? Uma outra ação concreta que pode ser feita por mim e por qualquer pessoa é com relação ao desperdício de energia elétrica.

NC- Como a equipe foi preparada para trabalhar esse tema que é tão atual, mas que ainda não havia entrado na pauta de discussões da Igreja?

Dom Vilssom- Nós temos uma equipe diocesana que trabalha a campanha da fraternidade durante quarenta dias. Eles participaram de um curso preparatório antes disso, realizado a nível de Maranhão e que aconteceu no município de Bacabal, e a partir daí foram feitos outros seis cursos de preparação aqui dentro da diocese, nas diversas áreas que serão tratadas durante a campanha.

NC- O senhor tem em seu currículo de trabalho enquanto religioso uma militância voltada especificamente para a juventude, foi assim que surgiu o convite para trabalhar com a juventude maranhense?

Dom Vilssom-    Uma coisa que ocorreu assim que eu voltei das Filipinas foi que em uma reunião com os bispos do Maranhão, eles me escolheram para ser o referencial pelos trabalhos com a juventude no Maranhão. A gente tem tentado acompanhar os encontros tanto no Estado, quanto os nacionais para poder de novo entrar nessa caminhada. Desde que chegamos em Caxias já tivemos várias ações e uma delas foi o lançamento, que aconteceu aqui mesmo em Caxias, da Campanha Contra  Violência e o Extermínio de Jovens, que foi lançado em todo o Brasil e que nós assumimos a liderança. Com o apoio da Câmara Municipal local nós também conseguimos lançar essa campanha em todas as escolas da rede pública municipal.

NC- O senhor já tem alguma ação especifica para que a juventude da diocese de Caxias possa participar mais das atividades promovidas pela Igreja?

Dom Vilssom-  Entre os meses de janeiro e fevereiro especificamente em Caxias, nós começamos uma pesquisa de campo, cujos resultados ainda não foram concluídos, para que possamos identificar quantas comunidades possuem grupos de jovens. Isso será aplicado  também nos 22 municípios que fazem parte da diocese de Caxias. A partir daí temos a seguinte proposta, que chamamos de Missão do Grupo de Paz. Cada grupo de jovens vai visitar uma comunidade onde não há esse grupo e irá ajuda-la a formar uma nova equipe de jovens. A ideia de fato é fazer com essa juventude, que está na igreja, se sinta missionária e vá levar essa mensagem aos outros jovens. Outro trabalho que eu acredito que dará um bom resultado é que estamos reativando a Pastoral da Educação do Ensino Religioso na nossa diocese, com isso, vamos poder levar uma mensagem não só aos jovens que frequentam a igreja, mas aqueles que estão nas escolas também. 


NC- Os jovens costumam ouvir mais quem é jovem. O senhor percebe dentro da diocese alguém que seja jovem e que possa militar para trazer outros jovens para a Igreja e fazer com que eles entendem que a religião pode fazer parte do seu cotidiano e da sua vida?

Dom Vilssom-  Na assembleia realizada em janeiro houve a escolha, dentro de cada paróquia, de um jovem que irá ser aquela liderança dentro de cada uma delas. Em cada paróquia há um padre, uma irmã religiosa e uma liderança leiga, que é o jovem escolhido. No caso de Caxias nós temos a jovem Kátia e o Padre Joaquim, da Paróquia de Timon, que são a referência nesse trabalho. Junto com eles eu acredito que devagarinho a gente seja uma voz que provoque a juventude e que os chame a participação. Estamos programando um encontro em Coroatá onde nós pretendemos levar dois jovens de cada grupo, aqui do Maranhão, para que possamos difundir a ideia dessa missão.  A expectativa é de que pelo menos 600 jovens participem desse encontro. Eu acredito que a nossa proposta de missão toca o coração dos jovens. Ele está aí, ele quer fazer alguma coisa, ele quer ser chamado a agir e hoje nós temos uma proposta concreta, simples e possível que a gente pode realizar.

NC- E com relação à participação do poder público dentro dessas mobilizações. O senhor assim que chegou organizou inclusive um encontro com os prefeitos dos municípios da Diocese o que pegou até alguns de surpresa, porque até então eles nunca tinha sido chamados pela igreja para discutir a sua atuação nos municípios que gerenciam, sob esse aspecto religioso. Como se estabelecerá essa parceria?

Dom Vilssom-   Eu acredito que todos nós: Igreja, poderes públicos desejamos o bem do nosso povo, dentro daquela inspiração bíblica de Jesus “Eu Vim Para que Todos Tenham Vida” e que a tenham em plenitude. Então a Igreja ela tem que se preocupar com a vida das pessoas. Nós os padres, os bispos e as lideranças nós temos uma ação. Mas se nós pudermos fazer uma série de ações junto com o poder público, quem é que vai ganhar com isso? É o povo. Foi nesse sentido que nós decidimos convocar os prefeitos, as autoridades para aquela conversa que nós chamamos de Encontro Pelo Bem Comum, para que juntos a gente possa fazer ações que tragam uma vida melhor para o povo, no campo da saúde, da educação e etc. Eu encarei isso com muita simplicidade e fiquei feliz com a participação e pretendo continuar essa parceria.

NC- O senhor acha então que a Igreja tem o papel de cobrar quando algo saiu errado nessas administrações?

Dom Vilssom-  Eu acredito que a igreja tem a função de inspirar, de iluminar e de mostrar caminhos a partir do que Jesus fez. Jesus foi alguém que fez o bem, deu amor, e mostrou esse caminho para o seu povo e a Igreja tem essa função, para quem está trabalhando com o povo, possa agir como Jesus, agindo e fazendo o bem. Não é tanto de cobrar, mas o de mostrar caminhos porque Jesus é uma grande inspiração para nós. O bispo, o padre, os religiosos e até mesmo os leigos buscam orientar e é mais ou menos assim que pretendemos atuar.

NC- Outras reuniões deste tipo estão previstas para acontecer ainda este ano?
Dom Vilssom-   Nós estamos pensando para este ano um segundo encontro, porque a ideia é de fato continuar essa reflexão.

NC-  O Senhor acha que tem faltado mais religiosidade as famílias, para que mais jovens possam se sentir tocados a seguir a vida religiosa?

Dom Vilssom- Eu acredito muito na família que reza, acredito muito na família que tem princípios religiosos. Por isso é que nós criamos aqui na diocese um projeto missionário de cinco anos e que já começou. Serão pelo menos duzentos a quatrocentos missionários permanentes em cada paróquia o que dá um total de cinco mil missionários. A ideia é visitar, pelo menos quatro vezes por ano, todas as famílias da diocese. O objetivo é levar o estudo de temas, oração e a benção a essas famílias. Nós vamos elaborar materiais para o estudo dessas famílias, o primeiro deles será a espiritualidade e a oração. A família que reza é uma família que cultiva a presença de Deus. Queremos justamente levar de voltar às famílias essa formação religiosa e Cristã.

NC- O Senhor viajou por muitas cidades, estados e até países. Houve algum lugar em especial que o senhor sentiu dificuldade para que a Igreja pudesse entrar para melhorar e atuar na vida daquela comunidade?

Dom Vilssom-   Estive em vários países. O último que eu fui, foi as Filipinas Fui como missionário. Ali a gente sentiu em primeiro lugar a dificuldade com a língua, por que ali quem mora é os povos indígenas. Você tem que aprender o inglês e depois a língua nativa de cada região. Além disso, há ainda os vários grupos rebeldes que lutam pela independência e ali há o risco para o missionário. Há os padres que são sequestrados, os padres que são mortos por causa dessa guerrilha. Ali a gente sente que a Igreja tem dificuldade para entrar, sofre para entrar, mas ali eu me senti mais missionário do que nunca, porque você tem que deixar seu pai, sua mãe, sua família, seu país e enfrentar as dificuldades de língua e também social porque há uma luta armada. Mas me senti mais padre do que nunca porque ali você realmente tem que confiar em Deus. Como você deixa tudo para segui-lo você experimenta também a bondade e a proteção de Deus.

 NC- Quando um religioso trabalha como missionário a visão que nós temos é de que essa atuação é muito mais social do que religiosa, é realmente isso o que acontece?

Dom Vilssom-    Quando você está fora do seu país você começa inicialmente um trabalho religioso para somente então o trabalho social. Quando você está chegando em outro país você tem que chegar com o trabalho religioso para você ir vendo a realidade da comunidade, se costumando com o trabalho e conhecendo como eles vivem. O nosso trabalho social não pode ir contra a vida dessa comunidade, não pode ir contra as leis e os hábitos dessa comunidade e depois sim o missionário está lá para servir o povo e procurar ações que melhorem a vida daquele povo. Quando você chega você tem que estudar e ler sobre aquela comunidade, para que você possa conhecer e respeitar o que já foi feito naquela comunidade. 


CASOS DE DENGUE CONTINUAM AUMENTANDO

APLICAÇÃO DE VENENO DIRETO NAS RESIDÊNCIAS PODE AJUDAR A COMBATER MOSQUITO

        Já foram notificados em Caxias pelo menos 221 casos de suspeita de dengue somente este ano. A Vigilância Epidemiológica do município confirma dois casos de dengue do tipo hemorrágica. Não houve óbitos por causa da doença, mas os números preocupam os responsáveis pelo setor de saúde pública de Caxias, tanto que diversas medidas já estão sendo adotadas para evitar que esses números aumentem mais.
       Dentre elas já está determinada a volta dos carros fumacês, que irão fazer um trabalho de borrifação de veneno contra o mosquito pelos próximos três meses, tanto na parte da manhã quanto a noite em diversos bairros da cidade. Mas para que a medida dê resultados a população está sendo convocada a participar abrindo a porta de suas casas, quando o veiculo estiver passando nas ruas.
        “Isso facilita a entrada da fumaça nas casas, por isso que a colaboração da população é muito importante. Vamos usar pelo menos três veículos para cobrir toda a cidade em um trabalho intensivo e que deve começar pelos bairros onde foram detectados os maiores índices de infestação predial”, explica o coordenador de combate a endemias Cicero Rodrigues.
        E os números dessa infestação predial são preocupantes, já chega a 4,2%, enquanto o preconizado pelo Ministério da Saúde é de apenas 1%. Esse número só cresce porque a população não está fazendo a sua parte. O mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, é eminentemente doméstico. Portanto, se há um aumento no registro da doença, é porque existem focos em residências que devem ser evitados para diminuir esse índice.
       Na opinião do chefe da Vigilância Epidemiológica Municipal, Salomão Xavier Sobrinho, a falta de regularidade no fornecimento de água também contribui para esse aumento. “Em diversos bairros o que ficou detectado é que a população usa reservatórios para acumular água, justamente porque não há liquido nas torneiras o tempo inteiro e é nesses reservatórios que são encontrados a maioria das larvas do mosquito”, revela Sobrinho.
Incidência-    Para avaliar a situação de cada região, o Ministério da Saúde considera ainda a incidência dos casos de dengue. Ela é alta quando há mais de 300 casos por 100 mil habitantes; média entre 100 e 300 e baixa entre 0 e 100 casos por 100 mil habitantes. Se todos os 221 casos notificados forem confirmados, Caxias está dentro do risco médio de incidência de casos já que possui mais de cem mil habitantes, mas este número só será fechado após a entrega dos resultados laboratoriais que são feitos em São Luís. E é por causa da demora na expedição desses resultados que muitos casos são sequer notificados. Salomão Xavier Sobrinho explica que esse atraso não impede o diagnostico da doença.
        “Neste período o laboratório fica cheio de exames, mas o médico pode fazer um diagnostico clinico para avaliar a doença e iniciar o tratamento. Além disso, dá para se detectar uma baixa das plaquetas, o que pode indicar a presença da doença, por meio de um hemograma e esse tipo de exame o município pode fazer e emitir o resultado no mesmo dia”, esclarece.
       

SINAL DE APATIA

    Há uma nuvem negra pairando sobre a Academia Caxiense de Letras. Não é que as pessoas tenham deixado de frequentar o berço da efervescência cultural caxiense. É a ajuda financeira, cada vez mais rara nos cofres da ACL que tem desenvolvido um estado de letargia nas suas atividades culturais.
    Quando questionando, o presidente da Casa Jacques Inandy Medeiros desconversa. É um gentleman. Não faz acusações levianas, mas em sua face há um sinal de apatia. Seus olhos já não brilham como antes ao falar da ACL, e isso preocupa. Afinal é o seu empenho e ajuda de dois ou três imortais que movimentam aquele local. 
    Promover cultura não é fácil, e isso também requer dinheiro para a sua execução. Há um grupo totalmente interessado e restrito para onde essa mensagem se encaminha agora. Animem-se, movimentem-se e se articulem para que os trabalhos da ACL não parem. Façam a parte de vocês, que o povo caxiense já está fazendo a sua. As visitas não param e o interesse não diminuiu, mas o local precisa estar bem fisicamente para oferecer o seu melhor ao público maranhense. E se vocês não sabem, há muitas coisas boas atrás daquelas portas.

Ajuda
Nesse caso a Prefeitura de Caxias não se fez de rogada. Ela doou os equipamentos para que o auditório da instituição fosse totalmente climatizado. Jacques Inandy argumenta que irá pleitear agora uma reforma do telhado, que apresentou sérios problemas em virtude das últimas chuvas.

Visitas
Como há uma frequência diária de estudantes o presidente da casa Jacques Inandy Medeiros argumenta que tem feito o que pode para atender a todos os que procuram a ACL. Apenas outros dois acadêmicos tem se revezado na função de ajudar nos trabalhos culturais da casa.

Posse
Neste sábado a Academia Caxiense de Letras estará em festa com a posse da mais nova imortal Joseane Maia, eleita no ano passado para ocupar a cadeira de número 12 que tem como patrona a professora Laura Rosa. A vaga foi aberta com o falecimento do acadêmico Adailton Medeiros em fevereiro do ano passado.

Lançamento
Já no dia 21 de maio acontece o lançamento do livro do jovem poeta Carvalho Júnior. Intitulado “Mulheres de Carvalho”. A obra reúne mais de sessenta poesias e foi pago pelo próprio poeta, que define seus poemas com um toque de humor.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

É BRAVATA

      
HUMBERTO COUTINHO-PREFEITO DE CAXIAS(FOTO: ANELE DE PAULA)

     Para Humberto Coutinho é muito fácil pagar uma passagem e ir até Brasília contar uma bravata ao presidente nacional do PDT, o ministro Carlos Lupi, na companhia de Flávio Dino (PC do B) como testemunha, só para ter o comando municipal do partido de novo. A sigla que está sob a tutela do vereador Helton Mesquita (PDT) é hoje alvo de disputa na cidade.
     Não é segredo para ninguém o que Jackson Lago passou na última campanha eleitoral quando viu seu principal aliado lhe virar as costas e apoiar outro nome, no caso FD, depois dos milhões em recursos que recebeu para administrar a cidade. HC sabe que feriu JL a ferro e fogo. Magoa que nunca foi esquecida e este não a escondia de ninguém. Durante todas as visitas no decorrer da campanha, e estas não foram poucas, JL nunca foi recebido por Coutinho ou teve o mesmo desvelo em tratamento que recebia quando ainda estava no poder. Este simplesmente lhe virou as costas.
      E Flávio Dino, como testemunha idônea, sabe muito bem como HC se comporta para chegar aonde quer, há algumas semanas chegou a provar desse fel, e ficou amuado por conta disso. Se os dois já apertaram os dedinhos é porque há estratégias em jogo.

Papo
Carlos Lupi só cai no papinho de HC se quiser. Se começar a ouvir todos os envolvidos, vai vê que a sujeira feita contra JL não foi tão pouca assim que dê para se esconder atrás da porta.

Centro
A cidade de Timon ganhou ontem um Centro de Convivência para Idosos e uma creche localizados no mesmo terreno no Bairro Cidade Nova. O local possui uma área de 660 metros quadrados de área construída.

Vacinas
Continuam sendo distribuídas nos postos de saúde do município a vacina contra a gripe comum e o vírus H1N1. A meta é distribuir mais de dez mil doses enviadas para Caxias pelo Governo do Estado.

OBRA NO BALNEÁRIO VENEZA VIRA POLÊMICA POR CORTE DE ÁRVORES

Palmeiras foram marcadas para serem derrubadas. O local vai virar uma concha acústica para shows

      As obras de revitalização do Balneário Veneza estão em pleno andamento e ainda sem data para a sua conclusão. O local será transformado, por meio de recursos federais, em um grande parque aquático. Na última semana as obras de recuperação do local foram alvos de protesto de estudantes do Centro de Estudos Superiores de Caxias. A questão é que dezoito palmeiras foram marcadas para serem derrubas. Elas ficavam situadas logo na entrada do balneário e estão lá há muitas décadas.
     Segundo o secretario municipal de meio ambiente, Ivanilson Pereira a derrubada das palmeiras já estavam previstas no projeto. No local será erguida uma concha acústica para shows. Segundo o secretario houve uma aprovação prévia do Ministério das Cidades para que as arvores fossem derrubas.
       “A derrubada será feita porque já foi acertado no projeto, mas nele também está previsto uma reurbanização que irá acontecer com o plantio de novas arvores”, explica o secretario.
       O professor de Ecologia, do Centro de Estudos Superiores de Caxias, Carlos Augusto Azevedo, argumenta que a derrubada das arvores pode prejudicar o ecossistema do balneário. “A medida que você tira uma parte da fauna e da  flora desse local você pode prejudicar as aves e até mesmo desequilibrar o Ph da água que alimenta esse ecossistema”, enfatiza.
       Mesmo com a argumentação de haverá o replantio e reurbanização do local, nem mesmo os moradores que residem dentro do Balneário Veneza há mais de quarenta anos concordam com essa medida. O lavrador Benedito dos Santos, que já viu algumas arvores serem derrubadas para dar lugar a recuperação do balneário não concorda com a medida.
     “Não acho bom e fico triste com o que eu vejo. As arvores já estão aí há tantos anos e quando a gente vê elas caídas, derrubadas a gente fica muito triste”, argumenta.
Explicações-      Mas a Prefeitura, que é a executora do projeto, só está enfrentando esse tipo de protesto por parte da população caxiense porque não se preocupou em nenhuma de suas etapas de execução em explicar como ele seria realizado e se haveria a necessidade de derrubar as arvores.
         Maria de Nazaré Oliveira, que reside no local disse que em nenhum momento a Prefeitura explicou como o projeto seria feito, deixou claro apenas que eles não seriam retirados do local. “A gente não sabe como vai ficar. Eles só chegaram e estão fazendo a obra. Não acho ruim não, vai ser bom, mas se a gente souber das coisas fica até mais fácil pra explicar pros outros”, garante.
        O secretario de meio ambiente garante que o meio ambiente do local não sofrerá mudanças drásticas. “A única mudança que será feita é dos donos de bares e restaurantes que ganharam um espaço novo para atender o público que vem na Veneza e os antigos serão demolidos. Ninguém será expulso do local”, atesta o secretario. 

sábado, 7 de maio de 2011

DIFERENÇAS

A noticia de que Caxias terá uma terceira opção para o pleito de 2012 tem alvoroçado as lideranças locais, principalmente quem já dava como certo o ainda sem partido Leonardo Coutinho, sobrinho do atual prefeito, e já nomeado candidato do grupo vencedor de uma campanha que ainda nem aconteceu.
O nome de Pedro Amorim, presidente do CDL de Caxias lançado nos últimos dias, tem a mesma força de LC. Os dois são pouco conhecidos do povão, nunca foram testados nas urnas e tem um longo trabalho pela frente até que a massa os abençoe com a vitória.
A única coisa que LC tem a seu favor é o sobrenome que carrega e os milhões de reais da máquina administrativa gerida pelo tio. É claro que um montante como esse faz a diferença, mas conhecendo as estratégias marqueteiras de Carlos Alberto dá para se tirar isso de letra. E não vai adiantar fazer bicicleata, caminhada e jornalzinho de campanha colorido e muito menos reutilizar o slogan “Governo de Todos” porque isso já está ficando previsível demais. Se as estratégias forem boas a batalha será empolgante.
Se as negociações andarem no trilho que está indo, PA pode até não ganhar por conta da pouca grana para a campanha, mas que vai dar um bocado de trabalho para os Coutinho, ah isso vai.

Lideranças
Enquanto LC joga bola e come que nem um condenado para agradar os alijados a sua pré-campanha, Pedro Amorim anda reunindo grupos específicos para uma conversa franca.

Partidos
É claro que o apoio de lideres partidários também é importante, mas se as coisas já estão seguindo outro rumo não é de se admirar que novas coalisões se desenhem em uma futuro próximo. O que não dá para engolir é a previsibilidade dos analistas de plantão.

Isolados
Enquanto as movimentações já começaram os Marinho, por enquanto, preferem o silêncio. Até o momento não se sabe quem vai representar os votos que o grupo tem. Tudo é um mistério.

PDT
Helton Mesquita também tem um abacaxi pela frente. Com HC querendo lhe tomar a sigla local, não dá para se pensar em articulação com politica quando há um risco iminente de se ficar sem partido.  

sexta-feira, 6 de maio de 2011

NOVA VERTENTE

Não é apenas a situação que já se articula há meses para a campanha de 2012. Aos poucos uma nova vertente se desenha em Caxias. O movimento ainda está engatinhando, mas, pequenos empresários caxienses e educadores, aos poucos estão convocando pessoas para encabeçarem um movimento que talvez surja como uma terceira via no movimento politico de Caxias.
E para que isso aconteça, eles também pretendem trazer ao município a executiva de um partido novo, o PEN (Partido Ecológico Nacional). Uma dessas reuniões aconteceu na noite de quarta-feira. Eles estão inicialmente convocando para uma rodada de conversa os formadores de opinião. Nome próprio para encabeçar uma possível candidatura ao governo municipal eles também já tem, seria o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas, Pedro Amorim.
Até que o projeto ganhe força é um logo caminho, mas o pontapé inicial já foi dado e se nem a situação, nem a oposição acordar e perceber que não é uma unanimidade dentro da politica caxiense o jogo pode virar. E que vire mesmo, porque as previsões por enquanto não são nada boas para a democracia caxiense e se a ditadura se estender além dos oitos anos que já se segue a situação pode ficar ainda pior para a coisa pública em Caxias.

Análise
Ainda é precipitado fazer qualquer análise sobre esse grupo, principalmente se este conseguirá filiações suficientes e principalmente se seguirá firme em seus propósitos até maio do ano que vem. É que é muito comum por aqui os lideres de partido virar a casaca na última hora.

Dissecar
É necessário ainda dissecar os nomes que comporão a executiva municipal. Muitas lideranças locais possuem hábitos viciados e práticas que já são velhas conhecidas dos eleitores informados.

Novo
Já o nome de Pedro Amorim, se assim se confirmar, surge como alho novo. Ele já possui um bom trabalho entre o empresariado local, tanto que foi reeleito com folga para o comando da CDL. Amorim também tem a seu favor uma gestão totalmente voltada para a valorização do comércio local.

Foco
 Esse sempre foi um dos focos de sua gestão a frente do CDL e não é só isso, ele também sabe agregar todos a sua volta o trabalho que já promove há mais de dois anos em Caxias pode ser uma carta na manga para um grupo que nasce com pouco dinheiro para financiar uma campanha desse porte.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

PURO CAPRICHO

Uma sucessão de fatores agravados pelo não repasse mensal de R$ 4.100,00, dinheiro enviado pelo Governo Federal para Associação dos Amigos Solidários, impede que todos os meses centenas de portadores do vírus HIV tenham um tratamento digno em Caxias.
É que a casa de apoio, que servia para abrigar os soropositivos fechou, porque não tinha como manter-se e a grana passou a ser embolsada pela Prefeitura.  O dinheiro só não foi repassado para a associação por puro capricho. Antes mesmo desse dinheiro, fruto de pactuação chegar aos cofres públicos, a Secretaria Municipal de Saúde já havia deixado bem claro que a casa só veria a cor do dinheiro da Prefeitura se a direção da instituição fosse entregue para pessoas de confiança do secretario. Um deles é um psicólogo que atende na rede municipal de saúde e o outro é um sobrinho do secretario.
Como os interesses da Prefeitura foram contrariados o resultado está aí, mas uma grana que se esvai sem que se saiba qual o destino certo ela está sendo empregada. Enquanto isso portadores do vírus HIV imploram pela piedade das pessoas para receber em Caxias, por um tratamento que não existe em suas cidades de origem.

PACTUAÇÃO                                             
O mais grave é que o dinheiro para manter a casa é maior, como afirma a presidente da associação, Silvana Pinheiro. É que como o projeto é resultado de uma pactuação o município também é obrigado a dar uma contrapartida e o valor total pode chegar a mais de sete mil reais mensais.

AUDIÊNCIA
A associação agora corre atrás e quer provocar uma audiência pública. O objetivo é colocar os pingos nos iis e esclarecer onde o dinheiro está sendo aplicado, já que a casa está de portas fechadas desde 2008 e o recurso continua sendo depositado.

VISITA
O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador Jamil Gedeon, visitou a construção do novo Fórum da comarca de Caxias, iniciada em novembro de 2010, com previsão de entrega para agosto deste ano. A área construída de 3.369 m² está localizada na Cidade Judiciária da comarca e ocupa um terreno de 14.850m².

OBRA
No novo prédio funcionarão cinco varas, juizados e salão de júri com espaços mais amplos e adaptados para pessoas portadoras de deficiência, incluindo elevador e rampa. O TJMA está investindo cerca de R$ 8, 9 milhões na obra.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

MPF INVESTIGARÁ SUPOSTO DESVIO DE RECURSOS FEDERAIS EM CAXIAS



Promotora Carla Mendes diz que denúncia deve ser apurada pelo Ministério Público Federal

 
O Ministério Público Estadual repassou na última semana para o Ministério Público Federal uma denúncia impetrada pela Associação Solidária de Defesa dos Direitos da Vida, também denominada como Organização de Amparo aos Portadores do Vírus HIV, para tentar descobrir onde foram aplicados mais de cem mil reais em recursos financeiros, enviados pelo Ministério da Saúde à Secretaria Municipal de Saúde de Caxias, que deveria ser aplicado na manutenção de uma Casa de Passagem para os portadores do vírus HIV.
       Os recursos foram conseguidos pela associação em 2008 e começou a ser depositado pelo Governo Federal em outubro do mesmo ano e não parou até hoje. Este é um dinheiro originário de uma pacutuação entre o Governo Federal e o Municipal, viabilizado por intermédio da organização, e segundo a sua presidente, Silvana Pinheiro, não pode ser aplicado em outra finalidade que não seja a manutenção de uma casa de passagem para os soropositivos em Caxias porque ele foi solicitado para esta finalidade. Para tentar descobrir onde o dinheiro vai parar mensalmente caberá ao Ministério Público Federal investigar, pois segundo a promotora estadual Carla Mendes, que até então cuidava da denúncia, não compete mais ao MP estadual dar continuidade ao caso.
       “Esse é um recurso de origem federal e todos os detalhes da sua aplicação deve ser averiguado pelo MPF, por isso é que vamos repassar a denúncia para o promotor federal. Ele é quem vai dizer se o dinheiro está sendo aplicado corretamente ”, explica a promotora.
      Mesmo antes das investigações que devem ser feitas pelo Ministério Público Federal, a Secretaria Municipal de Saúde encaminhou um oficio para o estadual. Segundo o documento, assinado pelo secretario municipal de saúde, Vinicius Araújo, o dinheiro teria sido usado na compra de uma van que serviria para atender os portadores do vírus HIV e que a aplicação dos recursos para outra finalidade teria sido autorizada pelo Ministério da Saúde. O secretario não apresentou a promotora Carla Mendes o documento que comprovasse a transferência na aplicação dos recursos, mas terá que fazê-lo para o promotor federal assim que for acionado.
      A explicação do secretario é contestada pela presidente da associação, como o dinheiro é destinado para o uso da sociedade civil não poderia ter outra finalidade. “Esse dinheiro deveria ser aplicado na manutenção da casa de passagem e não na compra de um veiculo. Ele está fugindo da sua real destinação o que não deveria existir”, alega Silvana Pinheiro.
Fechamento-       O problema poderia ter sido facilmente resolvido se a Prefeitura assim o quisesse. É que até agosto de 2008 o município contava com uma Casa de Apoio aos portadores do HIV, mas ela foi fechada por questões internas. É que a presidente da associação estava mantendo a instituição com recursos próprios e foi aconselhada pelo próprio promotor da época, Pedro Lino Curvelo, a conseguir outra fonte de manutenção para a casa. Como não conseguiu essa ajuda ela foi obrigada a fechar suas portas, sendo que dois meses depois o município passou a receber o dinheiro que poderia manter a casa funcionando e não o aplicou como deveria.
        “Eu estava pagando o aluguel à água e a luz da casa com o salário que eu recebia e a pensão que os meus filhos menores ganhavam. A alimentação vinha de doações de outras pessoas. Na época duas pessoas me acusaram de ficar com esse dinheiro que vinha do Governo Federal, sendo que ele ainda nem estava caindo na conta da Prefeitura. Fui me aconselhar com o promotor e ele disse que eu não poderia usar um dinheiro que era para sustentar os meus filhos para manter a casa. Então eu fiquei com medo e ele tinha razão. Tentei conseguir alguém para pagar o aluguel e as despesas que eu tinha, mas não consegui e foi por esse motivo que a casa fechou suas portas”, justifica Silva Pinheiro.

CASA DE PASSAGEM ERA DESEJO DA ASSOCIAÇÃO

        A Casa de Passagem deixou de existir após vários anos de luta. É que o grande sonho de Silvana Pinheiro, que é presidente da associação e mantem um trabalho de ajuda aos portadores do vírus HIV há mais de onze anos criar uma casa de passagem, isso porque a cidade hoje atende com o tratamento no Serviço de Atendimento Especializado, SAE, que fica na sede do Centro de Testagem e Aconselhamento, portadores do vírus HIV de Coelho Neto, Afonso Cunha, Duque Bacelar, Timbiras, Codó dentre outras cidades e essas pessoas não tem onde ficar durante o tratamento e a casa de apoio servia para abriga-los durante alguns dias ou semana enquanto recebiam medicamentos, apoio psicológico, clinico social e dentário. Sem a casa de passagem o trabalho voltou a estaca zero e cada um se vira como pode.
         “Continuo ajudando, não deixei de ajuda-los por conta dessa confusão toda, mas quero limpar o meu nome, porque fui acusada de receber e gastar um dinheiro que nunca chegou as minhas mãos, além disso, se o recurso está vindo então há como reabrir a casa”, avalia Silvana Pinheiro.
       Para abrir a casa, a associação enfrentou diversos problemas. Foi despejada de uma casa no Bairro Ponte, porque a população não aceitou os portadores de HIV como vizinhos, foi em busca de ajuda do empresariado local que doou móveis e ainda ajudou na pintura da residência conseguida por ela em outro local.
         “Em onze anos de trabalho nunca recebi um centavo da Prefeitura ou de nenhum dos gestores que já passaram por ela para ajudar esses portadores do vírus HIV. A única ajuda que existe é o pagamento de passagens e estádias quando participo de Fóruns e reuniões para discutir os Planos de Ações no combate a Aids e ajuda aos portadores e é só”, declara.

RECURSOS PODERIAM MELHORAR ATENDIMENTO

           Se não houve interesse da Prefeitura em manter a casa de apoio funcionando o dinheiro poderia ter sido aplicado pelo menos na melhoria do serviço prestado pelo Centro de Testagem e Aconselhamento. É que o local, assim como dezenas de outras instituições, funciona em um prédio totalmente inadequado para uma repartição pública. O CTA, bem como o SAE, fica situado em uma residência alugada situada na Rua Professora Ana Correia n°1108. O local está sempre lotado de pessoas, a maioria gestantes e seus esposos, pois há a obrigatoriedade deste público alvo em fazer o exame pelo menos duas vezes durante a gestação.
      Os quartos da casa foram ocupados com escritórios e laboratórios e ainda com uma pequena sala onde é ministrado as palestras para a clientela do CTA. No hall de entrada não há espaço nem cadeiras suficientes para que todas as gestantes possam se acomodar. Em boa parte da residência, principalmente onde ocorre a entrega dos exames o teto é baixo e o calor predomina quando as salas estreitas estão cheias de pessoas a espera de atendimento.
        No CTA também não existe uma van especifica para levar e trazer os portadores do vírus. O que existe no local é um veiculo Kombi, adaptado e usado para diversas finalidades dentro da Secretaria Municipal de Saúde, tanto que na pintura do veiculo não há especificado que ele foi adquirido com única exclusividade de fazer o transporte aos portadores do vírus como atestou o secretario em oficio em encaminhado ao Ministério Público Estadual.