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Caxias, Ma, Brazil
Sou jornalista por formação e profissão há dez anos. Correspondente do jornal O Estado do Maranhão desde 1999. Já atuei em diversos jornalísticos de Caxias, impressos e na internet.Trabalhei em assessorias de imprensa. Este ano assumi a coluna política de Caxias em O Estado. Aqui estarão impressas um outro lado dessas noticias, os bastidores que pouca gente vê. Postarei também as reportagens produzidas por mim para este jornalístico e que agora estarão disponibilizados também na internet.Leia, reflita e comente.CONTATOS: (99)8133-3525 ou aneledepaula@gmail.com

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quarta-feira, 18 de maio de 2011

COM RECURSO,SEM MERENDA

Foto: Anele de Paula (aluno da escola Rio Preto) ano 2005

       Os membros do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais de Caxias está fazendo um trabalho de formiguinha em mais um embate contra o prefeito Humberto Coutinho. Desta vez o assunto é merenda escolar. O grupo que lidera o sindicato tem percorrido os bairros e realizado pequenos encontros com os pais de alunos para alerta-los sobre mais um problema ligado à educação, a falta de merenda escolar.
    O repasse está caindo todos os meses na conta da Prefeitura, mas o alimento não está chegando aos estudantes. Até o mês de abril já foram repassados para Caxias o montante de R$ 402.372,00. Para o sindicato é importante que os pais façam essa cobrança e muitos deles sequer sabem que a Prefeitura já recebeu esses valores.
Para os estudantes não é importante apenas que a merenda seja oferecida todos os dias, mas que ela chegue com qualidade. Assim como acontece em milhares de escolas espalhadas por todo o país o cardápio não atende uma qualidade nutricional, somente na ficção. Infelizmente o que acontece em Caxias com o fornecimento da merenda escolar não é uma exceção, é uma regra e a Prefeitura parece não estar muito preocupada com isso.

Piada                      
A preparação do alimento, quando este chega, é até motivo de piada. É que entre os frequentadores do Centro da Juventude as merendeiras são conhecidas como as “químicas”. É que elas conseguem a proeza de transformar leite e bolacha maisena em farinha láctea e servir um mingau que é jogado no lixo pelos frequentadores do CJ.

Cardápio
O cardápio atende as necessidades nutricionais na teoria. É lindo de se ver. Há uma alimentação balanceada e variada todos os dias, mas não é o que acontece. Só quem reclama são as crianças, mas criança não ajuda a eleger ninguém.

Agrotóxico
A Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), por meio da Regional de Caxias, realizou no fim de semana, atividades relacionadas à fiscalização de uso de agrotóxicos na Fazenda Artuso e Agropecuária Betânia, localizadas no município de Caxias.

Meta
A cidade de Caxias superou a meta da campanha de vacinação contra gripe. A meta inicial da Vigilância Epidemiológica era vacinar pelo menos 19 mil e 400 pessoas, o que representa 80% das 24 mil e 300 doses, estabelecidas pelo Ministério da Saúde.

terça-feira, 17 de maio de 2011

MANIFESTAÇÃO REÚNE POUCAS PESSOAS

    O Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Caxias bem que tentou mas não conseguiu reunir muita gente em frente a Prefeitura para mais um protesto contra os desmandos municipais realizado hoje pela manhã. Na pauta, uma sacudida na população que passava pelo local, a idéia é fazer com que a população caxiense fique de olho aberto, pois a Prefeitura não para de receber recursos federais e no entanto na zona rural as aulas ainda não teve inicio pela falta de transporte escolar, e tanto na zona urbana e quanto rural não está ocorrendo a distribuição de merenda escolar, apesar do município já ter recebido mais de R$ 400 mil do Governo Federal só para a compra da merenda.

      Quem tiver dúvidas sobre essas transferências basta consultar o portal da transparência. é rápido e servirá para que o cidadão entenda quanto em recursos a Prefeitura está recebendo por mês. Uma das representantes do colegiado que dirige o Sintrap, Silvana Moura, afirma que seria muito fácil fazer com que a manifestação tivesse uma participação maciça da população caxiense, caso fosse esta a unica finalidade do sindicato.

Silvana Moura representante do Sindicato
  "Bastaria mandar buscar os pais desses estudantes na periferia da cidade em ônibus fretado, mas não é isso que pretendemos. A nossa intenção é que as pessoas venham por que querem", explica a sindicalista.

          Alguns pais atenderam ao chamado e participaram da manifestação. Eles confirmaram as denúncias do Sintrap de que os filhos não estão recebendo merenda escolar. Ao invés de promover passeatas constantes o sindicato está levando conscientização e é na periferia da cidade que encontros semanais estão acontecendo com os pais de alunos para lhes explicarem como funcionam e quais os gastos e recursos públicos que Caxias recebe todos os meses. 

MESMO COM CAMPANHA NENHUMA ARMA FOI ENTREGUE AINDA EM CAXIAS


       O Ministério da Justiça lançou no último dia 05 de maio a nova edição Campanha do Desarmamento. Intitulada ""Tire uma arma do futuro do Brasil" a campanha estava inicialmente marcada para começar em junho, mas foi antecipada pelo Governo Federal depois da tragédia de Realengo, onde um homem de 23 anos entrou atirando em uma escola municipal no dia 7 de abril, matando 12 crianças.
    
     Em Caxias as pessoas que desejarem entregar suas armas devem se dirigir até o Departamento da Polícia Federal localizado no bairro Ponte, nos horários de 08 às 18h. De acordo com o Delegado Federal, Leonardo Portela, em seis dias de campanha nenhuma arma foi recebida.
   
     " Ainda não temos registros de entrega de armas nesses primeiros dias. Acreditamos que a população só começará a se mobilizar no final da campanha, como aconteceu no ano passado", explica.
     
     Na cidade, as espingardas e revolveres calibre 38 estão entre as mais recolhidas na última campanha que foi realizada há mais de dois anos. Desta vez, além da antecipação da data de início, a campanha também traz outras novidades. A indenização paga ao doador da arma, que varia de 100 a 300 reais, será paga no prazo máximo de 30 dias. No município, o pagamento será realizado por meio de depósito bancário. Depois de entregar a arma, a pessoas preencherá um formulário com os dados bancários para que o dinheiro possa ser pago diretamente pelo Governo Federal. Contudo, o valor indenizatório será repassado somente às pessoas que entregarem as armas até 31 de dezembro, data de encerramento da campanha. Depois desta data, a Polícia Federal continuará a disposição para entrega de armas, porém sem o pagamento de taxas.

    Outra novidade é o anonimato total. Para o delegado Leonardo Portela a medida pode ajudar no incentivo da entrega de armas. "Nesta campanha a pessoas que entrega a arma não terá nenhum tipo de dano revelado ou questionado sobre a origem da arma. Assim, até mesmo aqueles que possuem armas de posse ilegal poderão se dirigir ao departamento sem nenhum receio, já que não responderão por nenhuma ação na justiça", esclarece.

REPORTAGEM:    JORNALISTA  LORENA MIRANDA  

segunda-feira, 16 de maio de 2011

AGED FISCALIZA USO DE AGROTÓXICOS EM CAXIAS

     

    A Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged), por meio da Regional de Caxias, realizou no fim de semana, atividades relacionadas à fiscalização de uso de agrotóxicos na Fazenda Artuso e Agropecuária Betânia, localizadas no município de Caxias.

      Foram inspecionados os locais de depósito dos agrotóxicos e o uso correto no combate de doenças e pragas  com pulverizações periódicas, devido à presença de uma doença de origem fúngica (Mancha Alva), em área cultivada de soja. “Nós não encontramos nenhuma irregularidade com relação às embalagens vazias de agrotóxicos e foram apresentadas as notas de devolução das embalagens vazias junto à central de recebimento”, informou a chefe da Unidade regional da Aged de Caxias, Allannessa Macedo de Araújo.

    Ela informou, ainda, que a cada visita da equipe da Aged se percebe um avanço na conscientização do uso correto dos agrotóxicos. "É muito importante o nosso trabalho na parte da educação sanitária, pois a nossa equipe conversa não só com os produtores, mas também com as lideranças locais orientando sobre o manuseio do agrotóxico e o destino das embalagens vazias", enfatizou.

    Todas as ações foram realizadas pelos fiscais de Defesa Vegetal da Aged de Caxias, Francisco Rodrigues da Silva, Pedro Soares Filho, Franacide Lopes de Oliveira Vilarinho e Karina de Jesus Simão.
A Aged é um órgão estadual, vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Pesca(Sagrima).
 


INOPERANTE

A inoperante Silvia Carvalho secretaria municipal de educação de Caxias

        As aulas da rede municipal de ensino tiveram inicio no finalzinho de fevereiro, mas, até hoje três mil alunos que moram na zona rural nunca conseguiram assistir um único dia de aula. O motivo: inoperância da secretaria municipal de educação Silvia Carvalho. Somente agora o processo de licitação para contratação do transporte escolar está em fase de conclusão.
      Por trás dessa argumentação da secretaria pode se esconder interesses que ninguém sabe, porque é inaceitável que crianças e adolescentes sejam prejudicadas porque não houve zelo da Prefeitura em contratar o transporte escolar com antecedência. Dinheiro sequer faltou para isso, pois o Governo Federal já enviou para os cofres do município R$16 mil só para pagar esse serviço e tem mais. O recurso é repassado para a cidade com base no calculo do censo escolar que é realizado nas unidades de ensino no ano anterior.
     Qualquer desculpa para o assunto é inaceitável, mas, é sem protestar, sem brigar por seus direitos que muitos pais aguardam silenciosos que a Prefeitura tenha a consciência de resolver esse problema o mais rápido possível.

Desafio
Está marcado para o dia 25 de maio o Dia do Desafio.  A campanha mundial tem o objetivo de proporcionar à população ao menos 15 minutos de atividade física, em benefício da saúde. O Dia do Desafio acontecerá simultaneamente em 19 países e mais 3 mil e 800 cidades.

Partido
Helton Mesquita (PDT) que já comanda na cidade a sigla brizolista agora deterá também a presidência municipal do Partido Social Cristão(PSC). Essa é a terceira sigla sob o comando de HM que também já lidera o PTC.

Saída
Com a tomada do PSC por Mesquita os vereadores Leo Barata e Manoel da Caçamba, que foram eleitos pelo partido nanico e graças aos cálculos de coeficiente eleitoral, já pensam em procurar outro ninho para se abrigarem nas próximas eleições, já que HM hoje se diz oposição. 

Reunião
Empresários de Caxias, Codó e Coelho Neto se reuniram na última quarta-feira para debater os novos rumos da economia maranhense. Um encontro pretende uma maior aproximação destes empresários com a Federação Industrial do Maranhão.

domingo, 15 de maio de 2011

ESCOLAS DA ZONA RURAL AINDA ESTÃO SEM AULA

Escola Municipal Pedro Neiva de Santana, localizada no povoado Brejinho, ainda sem aula
   

      O ano letivo de 2011 começou oficialmente na rede municipal de ensino no final de fevereiro deste ano, mas isso não se aplica aos três mil estudantes que frequentam unidades de ensino instaladas na zona rural. Por lá o clima ainda é de espera entre os estudantes e a falta de aula não se dá por ausência de professores, mas, porque até hoje a Prefeitura de Caxias não conseguiu concluir o processo de licitação para contratar as empresas que irão prestar o serviço de transporte escolar nessas localidades.
       Sem transporte não há aulas e cada estudante tem se virado como pode para não perder o ano letivo. Alguns já tomaram medidas drásticas e se matricularam em escolas particulares de Caxias e Timon. Este é o caso do estudante Evandro José Cunha Lima,14 anos. Ele frequentava o ensino médio na zona rural e argumenta que não queria mais atrasos no ano letivo. “Consegui uma vaga em uma escola de Timon vou todos os dias. Não dava mais pra aguentar essa situação, até porque essa não é a primeira vez que o ano letivo fica atrasado”, argumenta ele.
      Apenas na Unidade Municipal de Ensino Pedro Neiva de Santana, localizada no povoado Brejinho e distante apenas trinta minutos de Caxias, mais de trezentos alunos que frequentam a escola nos três turnos estão sem aula. Nem mesmo os estudantes que residem no próprio povoado podem frequentar a unidade de ensino. Os professores de todas essas localidades continuam recebendo seus vencimentos, mas ainda sem previsão de quando voltarão a ministrar aulas.
     Para tentar resolver este impasse até mesmo o Ministério Público Estadual entrou na questão. A promotora da educação, Carla Mendes, argumenta que já convocou tanto o prefeito Humberto Coutinho quanto a secretaria municipal de educação, Silvia Carvalho, para prestar esclarecimentos. O encontro aconteceu no dia 19 de abril na sede da promotoria e ela confirmou que as aulas de fato ainda não tinham começado na zona rural justamente porque o processo licitatório ainda estava em andamento.
       “O que a secretaria de educação garantiu é que o cronograma escolar dos duzentos dias letivos será cumprido, tanto que a promotoria já enviou oficio para que o município esclareça como anda esse processo do transporte escolar e informações de como será executado o cronograma das aulas para assegurar que o ano letivo seja cumprido”, enfatiza Carla Mendes.
       Mesmo com o atraso no inicio da licitação para fazer o transporte na zona rural a Prefeitura não deixou de receber os recursos do Governo Federal advindos do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE). Até abril já foi repassado ao município pelo convênio n°0969 o total de R$ 16.106,73. Dinheiro que poderia ser usado para encontrar outra alternativa que não prejudicasse os estudantes, já que conforme o próprio MEC o contrato pode ser estendido sem licitação desde que haja uma justificativa legal para isso.
       “Houve uma má administração da Secretaria Municipal de Educação porque ela poderia prever o prazo correto para fazer essa licitação e não esperar iniciar o ano letivo e somente em março deflagrar um processo licitatório que a gente sabe que demora e que não pode ter atropelo justamente para evitar o descumprimento da legislação de licitações. Então o que fica é esse dilema, porque o processo tem que seguir,no entanto três mil alunos, como foi confirmado pela própria secretaria, estão sendo penalizados. O Ministério Público está acompanhando para tentar garantir o cumprimento da carga horária”, lembra a promotora. 

PREFEITURA PAGA PREÇO ALTO POR TRANSPORTE ESCOLAR EM CAXIAS


A Prefeitura paga caro para manter os estudantes caxienses na escola. É que segundo levantamento feito pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais de Caxias (Sintrap) as empresas recebem valores diferenciados conforme o número de veículos alugados para a Prefeitura, trajeto e ainda a quantidade de turnos que o transporte escolar é disponibilizado. Mesmo assim os valores ainda ficam bem acima do normal, caso esses estudantes tivessem que pagar do próprio bolso para chegar até a escola.
       Um desses exemplos é o da empresa R.O.Lima Filho Transporte, localizada na Fazenda Boa Vista no I Distrito. O proprietário alugou até dezembro do ano passado  para a Prefeitura o ônibus placa LVE-0198 e recebeu todo mês, durante dez meses, o valor de R$ 11.424,00 pelo aluguel de um único veiculo que percorria os povoados: Boa Vista-Laranjeira-Sapateiro-Corrente-Pau D`Árco-Aroeira-Macabeira e Sossego. Mesmo que tenha levado 40 alunos por turno, nos três turnos do dia, o que perfaz um total de 120 estudantes, já que a capacidade média de um veículo desse tipo é para até 40 pessoas fora o motorista, a Prefeitura pagou por cada ida e volta desses alunos a estas localidades, durante os dais letivos, o valor de R$ 952,00 por estudante. Se compararmos a passagem diária de cada um é até superior a prestação de um carro popular.
     Outras disparidades também acontecem no pagamento desse serviço. Enquanto a empresa Marcondes da S.Dias Transportes, com endereço na Avenida Volta Redonda alugava para a Prefeitura três ônibus e recebia R$ 19.896,60 para percorrer onze localidades e levar os estudantes até a escola do povoado Baú, a empresa Marques Transportes com endereço na Rua santo Antônio n°450, povoado Santo Antônio alugava seis ônibus pelo valor de R$ 19.960,00 e fazia trajetos que passavam por trinta e cinco localidades. A grande diferença está nos valores e na distância, pois mesmo que a Marcondes trabalhasse com seus veículos durante os três turnos, ainda assim a Prefeitura pagava por cada aluno o valor de R$ 551,00, sendo que as distâncias percorridas são pequenas, já que os povoados ficam a poucos minutos de distância um do outro.
       Além disso, há outro agravante. A Prefeitura pagou mais três vezes além do valor recebido para manter o serviço de transporte escolar em pleno funcionamento. No ano passado, por exemplo, o Governo Federal enviou para Caxias R$ 548.008,61, no entanto a Prefeitura teve que desembolsar para pagar as treze empresas prestadoras desse serviço o valor total de R$ 2.982.980,00. Se quisesse economizar a Prefeitura poderia inclusive adquirir os veículos e ainda assim economizaria nos gastos com esse tipo de transporte. Nas concessionárias autorizadas um modelo novo ano 2008 duas portas e sem ar custa no mínimo R$ 110 mil. Bem menos do que o montante total de R$ 898.168,00 pagos a empresa A.V.Soares, com endereço na Rua dos Milagres Quadra A Casa 03, Bairro Matadouro Novo, pelo aluguel anual de treze ônibus e uma Kombi.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

NOVA IMORTAL SERÁ EMPOSSSADA HOJE NA ACADEMIA CAXIENSE DE LETRAS


     Quando era criança e começou seu gosto pela leitura talvez Joseane Maia não imaginasse que fosse chegar tão longe e que iria valer muito a pena não abandonar o universo da literatura. Mas ela chegou lá. Doutora em Letras pela PUC-São Paulo ela coroa uma carreira de sucesso recebendo uma das maiores honrarias da cultura caxiense, o titulo de imortal da Academia Caxiense de Letras. Joseane Maia foi eleita para a cadeira de n°22 que tem como patronesse a educadora Laura Rosa. Joseane Maia foi eleita com mais de vinte votos, após a vacância do cargo com o falecimento do acadêmico Adailton Medeiros, no ano passado.
           Joseane Maia quase desistiu de fazer parte do quadro de acadêmicos, ela já tinha perdido em uma eleição anterior, e só voltou a concorrer por insistência de outros imortais. A persistência deu certo e na segunda vez ela venceu com folga. Sobre as expectativas para essa nova, e boa fase que se inicia, ela assume um nervosismo. “Uma coisa é eu me sentir integrada a ACL e até registro isso em meu discurso. Mas agora que estou me preparando para participar desse ritual eu estou vendo que é muito diferente. Não é a mesma coisa de eu apenas me sentir integrada. Entre você ser apenas colaboradora e fazer parte da Academia é diferente eu estou percebendo que isso está mexendo com o meu lado emocional. Estou feliz e, sobretudo agradecida. Na verdade eu construí uma trajetória que foi fruto de muitas parcerias, porque ninguém faz nada sozinho”, pondera.
          E não foi mesmo. Joseane Maia não foi apenas uma leitora passiva que se limitou a escrever sobre Literatura. Ela foi além e traz em seu currículo projetos voltados para o incentivo à leitura que fizeram toda a diferença na vida de dezenas de caxienses. Tudo começou ainda na década de 90 com alguns acadêmicos do curso de Letras do CESC/UEMA, onde lecionava. Foi nessa época que ela formou o primeiro grupo de estudos literários.
        O grande divisor de águas, segundo ela, veio com o Proler (Programa de Incentivo a Leitura), implantado em Caxias nesta mesma década. “O Proler de certo modo institucionalizou um trabalho de muita crença individual. No momento em que isso foi incorporado pelo Proler, que é um programa e é ligado a uma instituição isso valorizou e me deu muitas aberturas pra fazer mais e sempre encontrando parceiros para tudo isso”.    
       Foi graças ao seu trabalho que este ano Joseane Maia recebeu a noticia de que seu livro autoria intitulado de “Literatura na Formação de Leitores e Professores” da editora Paulinas, foi escolhido pelo Ministério da Educação para integrar o quadro de obras que serão distribuídas gratuitamente para todas as escolas da rede pública, que possuem ensino de 1° a 4° série de todo o Brasil. Ao contrário de muitos escritores caxienses a produção do livro não foi bancada do bolso da própria escritora, o que valoriza ainda mais a sua conquista.



      Com tantas iniciativas agora Joseane Maia estenderá a sua atuação a projetos que possam envolver os membros da Academia Caxiense de Letras. Cheia de ideias Joseane já sabe que a participação dos acadêmicos será de suma de importância para o seu atual projeto, o Guardiões da Leitura (iniciativa que pretende movimentar as salas de leitura da rede estadual de ensino). A intenção é permitir que os acadêmicos visitem as escolas participantes do projeto e apresentem a sua história de leitura aos estudantes.
      Jacques Inandy Medeiros não esconde o entusiasmo com a posse da mais nova acadêmica para ele o fato de Joseane Maia residir em Caxias já é um ponto favorável para que ela esteja sempre engajada nas ações desenvolvidas pela Academia.
      “É uma pessoa que vem para enaltecer ainda mais a ACL, e tenho a plena convicção de que ela chega somar e não deixar que a Academia perca o seu brilho e a sua imponência”, avalia.
       A grande festa da Academia Caxiense de Letras está marcada para a noite deste sábado, a partir das 19h. Ela é aberta ao público caxiense, que poderá conferir de perto a posse de mais uma imortal. 

TRANQUILIDADE APARENTE

   
Vereador Helton Mesquita
   O presidente da sigla municipal do PDT, o vereador Helton Mesquita, não esconde de ninguém que está tranquilo com relação às articulações do prefeito Humberto Coutinho em lhe tomar o comando do partido na cidade. HC andou mancomunado com o ex-deputado Flávio Dino (PC do B) em  Brasília para conseguir convencer o presidente nacional, o ministro do trabalho Carlos Lupi, que merece o partido em Caxias.

    Helton Mesquita pode até demonstrar uma tranquilidade aparente, mas a situação, pelo menos em sua cabeça, está tão claramente resolvida, que nem se dar ao trabalho de responder as investidas de HC. Convenhamos não é mesmo. O atual prefeito já tem debaixo do braço diversas siglas partidárias. Algumas foram conquistadas por ele, e outras foram vendidas por aqueles que no apagar das luzes da última eleição acharam mais conveniente um salário mensal a um embate nas urnas.

   Mesmo que consiga descartar HM do partido a campanha de 2012 não será tão fácil quanto perece para líder caxiense. Tem muitos planos mirabolantes sendo executados na surdina. O que ameaça a candidatura do sobrinho não é esse ou aquele partido, mas as articulações frágeis que HC cultiva há anos dentro de sua administração.

Recursos
Somente até abril deste ano a Prefeitura de Caxias já recebeu em recursos dos Governos Federal e Estadual o montante de R$ 46.577.533,02 milhões de reais. A maior parte dos recursos, claro, foi destinada para a educação e saúde da rede.

Merenda I
O mais absurdo é que somente para a merenda escolar já chegou ao cofre público, só em 2011, um total de R$ 402.372,00 somente para gastos com a merenda escolas. Em muitas unidades ensino ela não existe, ou simplesmente é oferecida uma alimentação de péssima qualidade.

Merenda II
O cardápio fictício, que atende as exigências do MEC, só existe no papel. Na prática, sempre que o lanche chega às escolas e sedes de projetos sociais, ou é mingau ou é suco com bolacha. Entre os estudantes a reclamação é constante.

Treinamento
Marcado para o dia 21 de mais uma etapa do treinamento dos estudantes que participam do projeto Guardiões da Leitura. Os alunos que tomarão conta das salas de leitura onde estudam receberão capacitação na sede da ACL. 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

ENTREVISTA: DOM VILSSOM BASSO


“EU ACREDITO QUE A NOSSA PROPOSTA DE MISSÃO TOCA O CORAÇÃO DOS JOVENS”
Dom Vilssom Basso foi nomeado bispo da Diocese de Caxias há pouco mais de um ano e desde então vem atuando em várias frentes de trabalhos religiosos com um único propósito: o de mobilizar a comunidade a exercer mais a sua religiosidade e atrair cada vez mais jovens para participar das atividades da Igreja. Dom Vilssom  é licenciado em Estudos Sociais pela Fundação Educacional de Brusque, SC, Bacharel em Teologia pela PUC do Rio de Janeiro, cursou Teologia no Instituto Teológico de Taubaté. Em 1991 estudou Planificação Pastoral na Universidade Javeriana de Bogotá, Colômbia e em 2006 fez curso de inglês em Hales Corners, US, preparando-se para a missão nas Filipinas. Em entrevista exclusiva Ao blog Notas de Caxias ele falou sobre vários assuntos: Campanha da Fraternidade, Religião, Politica, Trabalho Missionário e o assunto no qual é especialista: Evangelização para a Juventude.

NC- Como a Campanha da Fraternidade deste ano trata do tema “Fraternidade e Vida no Planeta” e com tantas fontes de riquezas naturais nesta região, há projetos específicos que poderão ser trabalhados pela Igreja na Diocese de Caxias?

Dom Vilssom-  Será justamente agora a partir da reflexão da campanha nesses quarenta dias, é que a gente pode fazer algum projeto a nível de diocese. Por outro lado, a campanha da fraternidade nos dá a oportunidade de ações concretas a nível pessoal, a nível de família, a nível de igreja e de sociedade com exemplos simples. Tudo o que a gente puder fazer para evitar o desperdício, como o não uso de sacos plásticos por exemplo, já vai ser uma grande contribuição. Outra ação concreta pode ser a nível de água. Durante o banho você pode evitar o desperdício, um dos exemplos que se usa no manual da campanha é regrar o uso dessa água. Se você vai tomar banho, pode desligar a torneira na hora de se ensaboar. Se você diminui o desperdício, quanto bem nós não podemos fazer ao planeta? Uma outra ação concreta que pode ser feita por mim e por qualquer pessoa é com relação ao desperdício de energia elétrica.

NC- Como a equipe foi preparada para trabalhar esse tema que é tão atual, mas que ainda não havia entrado na pauta de discussões da Igreja?

Dom Vilssom- Nós temos uma equipe diocesana que trabalha a campanha da fraternidade durante quarenta dias. Eles participaram de um curso preparatório antes disso, realizado a nível de Maranhão e que aconteceu no município de Bacabal, e a partir daí foram feitos outros seis cursos de preparação aqui dentro da diocese, nas diversas áreas que serão tratadas durante a campanha.

NC- O senhor tem em seu currículo de trabalho enquanto religioso uma militância voltada especificamente para a juventude, foi assim que surgiu o convite para trabalhar com a juventude maranhense?

Dom Vilssom-    Uma coisa que ocorreu assim que eu voltei das Filipinas foi que em uma reunião com os bispos do Maranhão, eles me escolheram para ser o referencial pelos trabalhos com a juventude no Maranhão. A gente tem tentado acompanhar os encontros tanto no Estado, quanto os nacionais para poder de novo entrar nessa caminhada. Desde que chegamos em Caxias já tivemos várias ações e uma delas foi o lançamento, que aconteceu aqui mesmo em Caxias, da Campanha Contra  Violência e o Extermínio de Jovens, que foi lançado em todo o Brasil e que nós assumimos a liderança. Com o apoio da Câmara Municipal local nós também conseguimos lançar essa campanha em todas as escolas da rede pública municipal.

NC- O senhor já tem alguma ação especifica para que a juventude da diocese de Caxias possa participar mais das atividades promovidas pela Igreja?

Dom Vilssom-  Entre os meses de janeiro e fevereiro especificamente em Caxias, nós começamos uma pesquisa de campo, cujos resultados ainda não foram concluídos, para que possamos identificar quantas comunidades possuem grupos de jovens. Isso será aplicado  também nos 22 municípios que fazem parte da diocese de Caxias. A partir daí temos a seguinte proposta, que chamamos de Missão do Grupo de Paz. Cada grupo de jovens vai visitar uma comunidade onde não há esse grupo e irá ajuda-la a formar uma nova equipe de jovens. A ideia de fato é fazer com essa juventude, que está na igreja, se sinta missionária e vá levar essa mensagem aos outros jovens. Outro trabalho que eu acredito que dará um bom resultado é que estamos reativando a Pastoral da Educação do Ensino Religioso na nossa diocese, com isso, vamos poder levar uma mensagem não só aos jovens que frequentam a igreja, mas aqueles que estão nas escolas também. 


NC- Os jovens costumam ouvir mais quem é jovem. O senhor percebe dentro da diocese alguém que seja jovem e que possa militar para trazer outros jovens para a Igreja e fazer com que eles entendem que a religião pode fazer parte do seu cotidiano e da sua vida?

Dom Vilssom-  Na assembleia realizada em janeiro houve a escolha, dentro de cada paróquia, de um jovem que irá ser aquela liderança dentro de cada uma delas. Em cada paróquia há um padre, uma irmã religiosa e uma liderança leiga, que é o jovem escolhido. No caso de Caxias nós temos a jovem Kátia e o Padre Joaquim, da Paróquia de Timon, que são a referência nesse trabalho. Junto com eles eu acredito que devagarinho a gente seja uma voz que provoque a juventude e que os chame a participação. Estamos programando um encontro em Coroatá onde nós pretendemos levar dois jovens de cada grupo, aqui do Maranhão, para que possamos difundir a ideia dessa missão.  A expectativa é de que pelo menos 600 jovens participem desse encontro. Eu acredito que a nossa proposta de missão toca o coração dos jovens. Ele está aí, ele quer fazer alguma coisa, ele quer ser chamado a agir e hoje nós temos uma proposta concreta, simples e possível que a gente pode realizar.

NC- E com relação à participação do poder público dentro dessas mobilizações. O senhor assim que chegou organizou inclusive um encontro com os prefeitos dos municípios da Diocese o que pegou até alguns de surpresa, porque até então eles nunca tinha sido chamados pela igreja para discutir a sua atuação nos municípios que gerenciam, sob esse aspecto religioso. Como se estabelecerá essa parceria?

Dom Vilssom-   Eu acredito que todos nós: Igreja, poderes públicos desejamos o bem do nosso povo, dentro daquela inspiração bíblica de Jesus “Eu Vim Para que Todos Tenham Vida” e que a tenham em plenitude. Então a Igreja ela tem que se preocupar com a vida das pessoas. Nós os padres, os bispos e as lideranças nós temos uma ação. Mas se nós pudermos fazer uma série de ações junto com o poder público, quem é que vai ganhar com isso? É o povo. Foi nesse sentido que nós decidimos convocar os prefeitos, as autoridades para aquela conversa que nós chamamos de Encontro Pelo Bem Comum, para que juntos a gente possa fazer ações que tragam uma vida melhor para o povo, no campo da saúde, da educação e etc. Eu encarei isso com muita simplicidade e fiquei feliz com a participação e pretendo continuar essa parceria.

NC- O senhor acha então que a Igreja tem o papel de cobrar quando algo saiu errado nessas administrações?

Dom Vilssom-  Eu acredito que a igreja tem a função de inspirar, de iluminar e de mostrar caminhos a partir do que Jesus fez. Jesus foi alguém que fez o bem, deu amor, e mostrou esse caminho para o seu povo e a Igreja tem essa função, para quem está trabalhando com o povo, possa agir como Jesus, agindo e fazendo o bem. Não é tanto de cobrar, mas o de mostrar caminhos porque Jesus é uma grande inspiração para nós. O bispo, o padre, os religiosos e até mesmo os leigos buscam orientar e é mais ou menos assim que pretendemos atuar.

NC- Outras reuniões deste tipo estão previstas para acontecer ainda este ano?
Dom Vilssom-   Nós estamos pensando para este ano um segundo encontro, porque a ideia é de fato continuar essa reflexão.

NC-  O Senhor acha que tem faltado mais religiosidade as famílias, para que mais jovens possam se sentir tocados a seguir a vida religiosa?

Dom Vilssom- Eu acredito muito na família que reza, acredito muito na família que tem princípios religiosos. Por isso é que nós criamos aqui na diocese um projeto missionário de cinco anos e que já começou. Serão pelo menos duzentos a quatrocentos missionários permanentes em cada paróquia o que dá um total de cinco mil missionários. A ideia é visitar, pelo menos quatro vezes por ano, todas as famílias da diocese. O objetivo é levar o estudo de temas, oração e a benção a essas famílias. Nós vamos elaborar materiais para o estudo dessas famílias, o primeiro deles será a espiritualidade e a oração. A família que reza é uma família que cultiva a presença de Deus. Queremos justamente levar de voltar às famílias essa formação religiosa e Cristã.

NC- O Senhor viajou por muitas cidades, estados e até países. Houve algum lugar em especial que o senhor sentiu dificuldade para que a Igreja pudesse entrar para melhorar e atuar na vida daquela comunidade?

Dom Vilssom-   Estive em vários países. O último que eu fui, foi as Filipinas Fui como missionário. Ali a gente sentiu em primeiro lugar a dificuldade com a língua, por que ali quem mora é os povos indígenas. Você tem que aprender o inglês e depois a língua nativa de cada região. Além disso, há ainda os vários grupos rebeldes que lutam pela independência e ali há o risco para o missionário. Há os padres que são sequestrados, os padres que são mortos por causa dessa guerrilha. Ali a gente sente que a Igreja tem dificuldade para entrar, sofre para entrar, mas ali eu me senti mais missionário do que nunca, porque você tem que deixar seu pai, sua mãe, sua família, seu país e enfrentar as dificuldades de língua e também social porque há uma luta armada. Mas me senti mais padre do que nunca porque ali você realmente tem que confiar em Deus. Como você deixa tudo para segui-lo você experimenta também a bondade e a proteção de Deus.

 NC- Quando um religioso trabalha como missionário a visão que nós temos é de que essa atuação é muito mais social do que religiosa, é realmente isso o que acontece?

Dom Vilssom-    Quando você está fora do seu país você começa inicialmente um trabalho religioso para somente então o trabalho social. Quando você está chegando em outro país você tem que chegar com o trabalho religioso para você ir vendo a realidade da comunidade, se costumando com o trabalho e conhecendo como eles vivem. O nosso trabalho social não pode ir contra a vida dessa comunidade, não pode ir contra as leis e os hábitos dessa comunidade e depois sim o missionário está lá para servir o povo e procurar ações que melhorem a vida daquele povo. Quando você chega você tem que estudar e ler sobre aquela comunidade, para que você possa conhecer e respeitar o que já foi feito naquela comunidade. 


CASOS DE DENGUE CONTINUAM AUMENTANDO

APLICAÇÃO DE VENENO DIRETO NAS RESIDÊNCIAS PODE AJUDAR A COMBATER MOSQUITO

        Já foram notificados em Caxias pelo menos 221 casos de suspeita de dengue somente este ano. A Vigilância Epidemiológica do município confirma dois casos de dengue do tipo hemorrágica. Não houve óbitos por causa da doença, mas os números preocupam os responsáveis pelo setor de saúde pública de Caxias, tanto que diversas medidas já estão sendo adotadas para evitar que esses números aumentem mais.
       Dentre elas já está determinada a volta dos carros fumacês, que irão fazer um trabalho de borrifação de veneno contra o mosquito pelos próximos três meses, tanto na parte da manhã quanto a noite em diversos bairros da cidade. Mas para que a medida dê resultados a população está sendo convocada a participar abrindo a porta de suas casas, quando o veiculo estiver passando nas ruas.
        “Isso facilita a entrada da fumaça nas casas, por isso que a colaboração da população é muito importante. Vamos usar pelo menos três veículos para cobrir toda a cidade em um trabalho intensivo e que deve começar pelos bairros onde foram detectados os maiores índices de infestação predial”, explica o coordenador de combate a endemias Cicero Rodrigues.
        E os números dessa infestação predial são preocupantes, já chega a 4,2%, enquanto o preconizado pelo Ministério da Saúde é de apenas 1%. Esse número só cresce porque a população não está fazendo a sua parte. O mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, é eminentemente doméstico. Portanto, se há um aumento no registro da doença, é porque existem focos em residências que devem ser evitados para diminuir esse índice.
       Na opinião do chefe da Vigilância Epidemiológica Municipal, Salomão Xavier Sobrinho, a falta de regularidade no fornecimento de água também contribui para esse aumento. “Em diversos bairros o que ficou detectado é que a população usa reservatórios para acumular água, justamente porque não há liquido nas torneiras o tempo inteiro e é nesses reservatórios que são encontrados a maioria das larvas do mosquito”, revela Sobrinho.
Incidência-    Para avaliar a situação de cada região, o Ministério da Saúde considera ainda a incidência dos casos de dengue. Ela é alta quando há mais de 300 casos por 100 mil habitantes; média entre 100 e 300 e baixa entre 0 e 100 casos por 100 mil habitantes. Se todos os 221 casos notificados forem confirmados, Caxias está dentro do risco médio de incidência de casos já que possui mais de cem mil habitantes, mas este número só será fechado após a entrega dos resultados laboratoriais que são feitos em São Luís. E é por causa da demora na expedição desses resultados que muitos casos são sequer notificados. Salomão Xavier Sobrinho explica que esse atraso não impede o diagnostico da doença.
        “Neste período o laboratório fica cheio de exames, mas o médico pode fazer um diagnostico clinico para avaliar a doença e iniciar o tratamento. Além disso, dá para se detectar uma baixa das plaquetas, o que pode indicar a presença da doença, por meio de um hemograma e esse tipo de exame o município pode fazer e emitir o resultado no mesmo dia”, esclarece.
       

SINAL DE APATIA

    Há uma nuvem negra pairando sobre a Academia Caxiense de Letras. Não é que as pessoas tenham deixado de frequentar o berço da efervescência cultural caxiense. É a ajuda financeira, cada vez mais rara nos cofres da ACL que tem desenvolvido um estado de letargia nas suas atividades culturais.
    Quando questionando, o presidente da Casa Jacques Inandy Medeiros desconversa. É um gentleman. Não faz acusações levianas, mas em sua face há um sinal de apatia. Seus olhos já não brilham como antes ao falar da ACL, e isso preocupa. Afinal é o seu empenho e ajuda de dois ou três imortais que movimentam aquele local. 
    Promover cultura não é fácil, e isso também requer dinheiro para a sua execução. Há um grupo totalmente interessado e restrito para onde essa mensagem se encaminha agora. Animem-se, movimentem-se e se articulem para que os trabalhos da ACL não parem. Façam a parte de vocês, que o povo caxiense já está fazendo a sua. As visitas não param e o interesse não diminuiu, mas o local precisa estar bem fisicamente para oferecer o seu melhor ao público maranhense. E se vocês não sabem, há muitas coisas boas atrás daquelas portas.

Ajuda
Nesse caso a Prefeitura de Caxias não se fez de rogada. Ela doou os equipamentos para que o auditório da instituição fosse totalmente climatizado. Jacques Inandy argumenta que irá pleitear agora uma reforma do telhado, que apresentou sérios problemas em virtude das últimas chuvas.

Visitas
Como há uma frequência diária de estudantes o presidente da casa Jacques Inandy Medeiros argumenta que tem feito o que pode para atender a todos os que procuram a ACL. Apenas outros dois acadêmicos tem se revezado na função de ajudar nos trabalhos culturais da casa.

Posse
Neste sábado a Academia Caxiense de Letras estará em festa com a posse da mais nova imortal Joseane Maia, eleita no ano passado para ocupar a cadeira de número 12 que tem como patrona a professora Laura Rosa. A vaga foi aberta com o falecimento do acadêmico Adailton Medeiros em fevereiro do ano passado.

Lançamento
Já no dia 21 de maio acontece o lançamento do livro do jovem poeta Carvalho Júnior. Intitulado “Mulheres de Carvalho”. A obra reúne mais de sessenta poesias e foi pago pelo próprio poeta, que define seus poemas com um toque de humor.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

É BRAVATA

      
HUMBERTO COUTINHO-PREFEITO DE CAXIAS(FOTO: ANELE DE PAULA)

     Para Humberto Coutinho é muito fácil pagar uma passagem e ir até Brasília contar uma bravata ao presidente nacional do PDT, o ministro Carlos Lupi, na companhia de Flávio Dino (PC do B) como testemunha, só para ter o comando municipal do partido de novo. A sigla que está sob a tutela do vereador Helton Mesquita (PDT) é hoje alvo de disputa na cidade.
     Não é segredo para ninguém o que Jackson Lago passou na última campanha eleitoral quando viu seu principal aliado lhe virar as costas e apoiar outro nome, no caso FD, depois dos milhões em recursos que recebeu para administrar a cidade. HC sabe que feriu JL a ferro e fogo. Magoa que nunca foi esquecida e este não a escondia de ninguém. Durante todas as visitas no decorrer da campanha, e estas não foram poucas, JL nunca foi recebido por Coutinho ou teve o mesmo desvelo em tratamento que recebia quando ainda estava no poder. Este simplesmente lhe virou as costas.
      E Flávio Dino, como testemunha idônea, sabe muito bem como HC se comporta para chegar aonde quer, há algumas semanas chegou a provar desse fel, e ficou amuado por conta disso. Se os dois já apertaram os dedinhos é porque há estratégias em jogo.

Papo
Carlos Lupi só cai no papinho de HC se quiser. Se começar a ouvir todos os envolvidos, vai vê que a sujeira feita contra JL não foi tão pouca assim que dê para se esconder atrás da porta.

Centro
A cidade de Timon ganhou ontem um Centro de Convivência para Idosos e uma creche localizados no mesmo terreno no Bairro Cidade Nova. O local possui uma área de 660 metros quadrados de área construída.

Vacinas
Continuam sendo distribuídas nos postos de saúde do município a vacina contra a gripe comum e o vírus H1N1. A meta é distribuir mais de dez mil doses enviadas para Caxias pelo Governo do Estado.

OBRA NO BALNEÁRIO VENEZA VIRA POLÊMICA POR CORTE DE ÁRVORES

Palmeiras foram marcadas para serem derrubadas. O local vai virar uma concha acústica para shows

      As obras de revitalização do Balneário Veneza estão em pleno andamento e ainda sem data para a sua conclusão. O local será transformado, por meio de recursos federais, em um grande parque aquático. Na última semana as obras de recuperação do local foram alvos de protesto de estudantes do Centro de Estudos Superiores de Caxias. A questão é que dezoito palmeiras foram marcadas para serem derrubas. Elas ficavam situadas logo na entrada do balneário e estão lá há muitas décadas.
     Segundo o secretario municipal de meio ambiente, Ivanilson Pereira a derrubada das palmeiras já estavam previstas no projeto. No local será erguida uma concha acústica para shows. Segundo o secretario houve uma aprovação prévia do Ministério das Cidades para que as arvores fossem derrubas.
       “A derrubada será feita porque já foi acertado no projeto, mas nele também está previsto uma reurbanização que irá acontecer com o plantio de novas arvores”, explica o secretario.
       O professor de Ecologia, do Centro de Estudos Superiores de Caxias, Carlos Augusto Azevedo, argumenta que a derrubada das arvores pode prejudicar o ecossistema do balneário. “A medida que você tira uma parte da fauna e da  flora desse local você pode prejudicar as aves e até mesmo desequilibrar o Ph da água que alimenta esse ecossistema”, enfatiza.
       Mesmo com a argumentação de haverá o replantio e reurbanização do local, nem mesmo os moradores que residem dentro do Balneário Veneza há mais de quarenta anos concordam com essa medida. O lavrador Benedito dos Santos, que já viu algumas arvores serem derrubadas para dar lugar a recuperação do balneário não concorda com a medida.
     “Não acho bom e fico triste com o que eu vejo. As arvores já estão aí há tantos anos e quando a gente vê elas caídas, derrubadas a gente fica muito triste”, argumenta.
Explicações-      Mas a Prefeitura, que é a executora do projeto, só está enfrentando esse tipo de protesto por parte da população caxiense porque não se preocupou em nenhuma de suas etapas de execução em explicar como ele seria realizado e se haveria a necessidade de derrubar as arvores.
         Maria de Nazaré Oliveira, que reside no local disse que em nenhum momento a Prefeitura explicou como o projeto seria feito, deixou claro apenas que eles não seriam retirados do local. “A gente não sabe como vai ficar. Eles só chegaram e estão fazendo a obra. Não acho ruim não, vai ser bom, mas se a gente souber das coisas fica até mais fácil pra explicar pros outros”, garante.
        O secretario de meio ambiente garante que o meio ambiente do local não sofrerá mudanças drásticas. “A única mudança que será feita é dos donos de bares e restaurantes que ganharam um espaço novo para atender o público que vem na Veneza e os antigos serão demolidos. Ninguém será expulso do local”, atesta o secretario. 

sábado, 7 de maio de 2011

DIFERENÇAS

A noticia de que Caxias terá uma terceira opção para o pleito de 2012 tem alvoroçado as lideranças locais, principalmente quem já dava como certo o ainda sem partido Leonardo Coutinho, sobrinho do atual prefeito, e já nomeado candidato do grupo vencedor de uma campanha que ainda nem aconteceu.
O nome de Pedro Amorim, presidente do CDL de Caxias lançado nos últimos dias, tem a mesma força de LC. Os dois são pouco conhecidos do povão, nunca foram testados nas urnas e tem um longo trabalho pela frente até que a massa os abençoe com a vitória.
A única coisa que LC tem a seu favor é o sobrenome que carrega e os milhões de reais da máquina administrativa gerida pelo tio. É claro que um montante como esse faz a diferença, mas conhecendo as estratégias marqueteiras de Carlos Alberto dá para se tirar isso de letra. E não vai adiantar fazer bicicleata, caminhada e jornalzinho de campanha colorido e muito menos reutilizar o slogan “Governo de Todos” porque isso já está ficando previsível demais. Se as estratégias forem boas a batalha será empolgante.
Se as negociações andarem no trilho que está indo, PA pode até não ganhar por conta da pouca grana para a campanha, mas que vai dar um bocado de trabalho para os Coutinho, ah isso vai.

Lideranças
Enquanto LC joga bola e come que nem um condenado para agradar os alijados a sua pré-campanha, Pedro Amorim anda reunindo grupos específicos para uma conversa franca.

Partidos
É claro que o apoio de lideres partidários também é importante, mas se as coisas já estão seguindo outro rumo não é de se admirar que novas coalisões se desenhem em uma futuro próximo. O que não dá para engolir é a previsibilidade dos analistas de plantão.

Isolados
Enquanto as movimentações já começaram os Marinho, por enquanto, preferem o silêncio. Até o momento não se sabe quem vai representar os votos que o grupo tem. Tudo é um mistério.

PDT
Helton Mesquita também tem um abacaxi pela frente. Com HC querendo lhe tomar a sigla local, não dá para se pensar em articulação com politica quando há um risco iminente de se ficar sem partido.