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Caxias, Ma, Brazil
Sou jornalista por formação e profissão há dez anos. Correspondente do jornal O Estado do Maranhão desde 1999. Já atuei em diversos jornalísticos de Caxias, impressos e na internet.Trabalhei em assessorias de imprensa. Este ano assumi a coluna política de Caxias em O Estado. Aqui estarão impressas um outro lado dessas noticias, os bastidores que pouca gente vê. Postarei também as reportagens produzidas por mim para este jornalístico e que agora estarão disponibilizados também na internet.Leia, reflita e comente.CONTATOS: (99)8133-3525 ou aneledepaula@gmail.com

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

AINDA DÁ TEMPO DE VACINAR O GADO CONTRA A FEBRE AFTOSA


     Termina dia 31 de maio a primeira etapa da vacinação contra a Febre Aftosa, mesmo assim ainda há criadores na região que ainda não vacinaram o gado. O criador José de Freitas, que possui cinquenta cabeças de gado, argumenta que a falta de recursos atrasou a compra do medicamento, que só foi feita na última segunda-feira, mas que ainda precisa ser aplicada nos animais que cria.
   “Atrasei, mas já vou aplicar a vacina. Todos os anos faço isso e não vou de jeito nenhum deixar de vacinar o meu gado porque prejudica tudo o que a gente faz, principalmente a venda da carne”, explica o criador.  Desde o dia 1° de maio, a Agência de Defesa de Agropecuária - AGED vem fiscalizando a aplicação e a venda da vacina aos criadores. De acordo com dados do órgão, a Regional de Caxias possui atualmente 156 mil cabeças de gado.
       Durante todo o mês, agentes da AGED visitaram as propriedades, principalmente as áreas mais remotas, explicando aos criadores a importância de vacinar e os prazos estabelecidos pelo órgão. De acordo com a Chefe da Unidade Regional de Caxias, Allannessa Araújo, a expectativa é que até o final da tarde o órgão alcance a expectativa de vacinar 90% do rebanho." Durante todo o mês conseguimos uma venda expressiva de vacinas. Somente ontem e hoje já atendemos mais de 200 criadores. Esperamos que até o final do dia todos os criadores compareçam a nossa sede, pois o prazo de venda das vacinas não será prorrogado", explica.
      Os criadores que ainda não compravam a vacina contra a febre aftosa, tem até às 18h desta terça-feira para comparecer à sede da AGED, e solicitar a vacina. Caso isso não aconteça as doses só poderão ser vendidas depois que o criador justificar a inadimplência e receber uma autorização da AGED. Além disso, ele receberá uma multa, que corresponde a 5 reais por cabeça não vacinada.
       Ao vacinar, o criador deve também comprovar a vacinação na AGED, por meio da nota fiscal da vacina. Caso a comprovação não seja realizada até a data o criador receberá uma multa adicional de 200 reais. Ainda de acordo com Allannessa Araújo, uma equipe de fiscalização da AGED atuará nos rebanhos que descumprirem a lei.

SOBRE O KIT GAY


Como pode a população do país que autoriza a união civil entre homossexuais, que exibe em novelas beijos gays, que permite a realização de paradas gays em diversas cidades, ainda se chocar quando um material educativo sobre homossexualismo pode ser distribuído para adolescentes de escolas públicas

Pura hipocrisia. As discussões sexuais estão chegando a crianças e adolescentes sem que sequer percebamos. Minha filha de oito anos outro dia me questionou o que era um homossexual. Na hora eu gelei, olhei pros lados e não tinha ninguém pra me salvar. Então disse a ela que era uma pessoa que gostava de namorar outra pessoa do mesmo sexo.

E isso é normal mamãe? Respirei fundo e para não confundir  sua cabecinha ainda infantil, disse que sim e que devíamos respeitar o que cada um fazia com a sua própria vida. “Quando você estiver um pouco maior, vamos conversar mais sobre isso, por enquanto vamos falar de coisas de crianças”. Ela juntou os brinquedos e saiu. Não tocou mais no assunto. Não sei se fiz certo, mas acho que ensinar a respeitar as diferenças ainda é a melhor forma de proporcionar esse tipo de educação sexual que deve começar dentro de casa. Desta forma seremos responsáveis sobre como e o que, e quando, os nossos filhos devem saber.

Aulas

Uma aluna do projeto Projovem rural, que estuda na unidade de ensino localizada no povoado Caxirimbu denuncia que os alunos do projeto, além de diversos estudantes do ensino regular estão sendo obrigados a assistir aula no corredor da escola.

Encontro

Dias 16 e 17 de junho acontece em São Luís o I Encontro Empresarial do Maranhão. O evento é realizado pela Federação das Associações Federais do Maranhão. Júlio Noronha, presidente da entidade percorrerá 14 municípios do interior do estado convidando os empresários destas localidades para participarem do encontro.

Segurança I

A Prefeitura de Timon irá colocar câmeras de segurança em algumas avenidas da cidade. O equipamento servirá para ajudar no monitoramento da segurança da população.

Segurança II

Serão seis câmeras de monitoramento localizadas em pontos estratégicos onde existe maior fluxo. Haverá uma câmera no cruzamento da Rua 70 e Presidente Médici, que terá um alcance de 3 km e faz um ângulo de 360 graus.

CULTURA: ENTREVISTA COM A HISTORIADORA JORDÂNIA PESSOA


"O livro é uma forma de socializar o conhecimento com a população de Caxias”

Para quem ainda não conhece a história de Caxias chegou este mês as livrarias caxienses a obra “Percorrendo Becos e Travessas: Feitios e Olhares das História de Caxias, a oportunidade para aqueles que querem saber um pouco mais sobre a história caxiense. A obra que possui mais de 400 páginas é uma coletânea de 18 artigos  escritos por professores diferentes da área de História e Letras e organizados pelas professores Jordânia Pessoa e Salânia Melo. “São saberes dos ditos e escritos de Caxias em múltiplas temporalidades”, como elas mesmas definem no prefácio da obra que foi editada pela gráfica  da Universidade Federal do Piauí. O livro que é resultado de um trabalho que durou quase dois anos de pesquisa, é uma forma de compartilhar, recontar e contar as histórias de Caxias com as particularidades sentidas por cada autor. Em entrevista exclusiva ao blog Notas de Caxias a organizadora e autora de alguns dos artigos contidos no livro, Jordânia Pessoa, conta um pouco mais sobre a obra e seu processo de captação.

NC- Como surgiu a ideia de reunir todos os artigos de alunos, ex-alunos e professores dos cursos de Letras e História em único livro?

Jordânia- Na nossa última especialização do curso de História que foi Teoria da História, eu colocava para alguns professores que seria interessante que o fruto dessa especialização fosse socializado com a comunidade caxiense. Algumas pessoas abraçaram essa ideia e daí fomos reunindo pessoas e elas foram abraçando a causa. Inicialmente nós queríamos lançar o livro pelo selo da Universidade Federal do Ceará, mas percebemos que ficaria distante para acompanhar a diagramação e acabamos optando por lança-lo pela federal do Piauí.

NC- Quais são os pontos que a senhora destacaria como curiosidades dessa obra?

Jordânia-  Nesses dezoito artigos temos a história de Caxias entre os séculos XIX e o XX. Nós temos perfis biográficos como o de Gonçalves Dias, na visão de um literato e de alguém preocupado com a educação. Temos o perfil de Francisco Dias Carneiro, um dos pioneiros da indústria têxtil em Caxias. Contamos ainda com o trabalho de uma das pesquisadoras que fala sobre o trabalho das operárias da fábrica de tecidos. Há ainda um artigo sobre um jornal de Caxias denominado “As Crisálidas” que era editado só por mulheres, dentre outros textos, o que deixou o livro com histórias bastantes diversificadas.



NC- O que a senhora destacaria como mais importante nesse livro?

Jordânia-  A questão da história de Caxias é que agora o meio acadêmico está publicando. Antes os livros que foram lançados eram livros escritos por literatos, juristas e agora nós temos um livro que foi publicado a partir de pesquisas do meio acadêmico.

NC- O que diferenciaria então essa obra das outras já existentes?

Jordânia-  Que a pesquisa feita pelo meio acadêmico tem um diferencial teórico e uma preocupação com a documentação. O que eu destacaria é que esta é uma obra produzida pelo meio acadêmico socializando com a comunidade caxiense. É a primeira vez que o curso de História da Uema socializa com a comunidade aquilo que é pesquisado, porque publicar ainda é muito caro e essa parceria firmada com a Universidade Federal do Piauí traz um respaldo para o currículo de quem preparou essa obra.

NC- Já que foi um livro feito por acadêmicos e professores quais foram as fontes de pesquisa que eles utilizaram para compor esses artigos?

Jordânia-  Nós temos como fontes jornais de época, temos fotografias e temos também o que nós chamamos hoje na história a metodologia da história oral. Ouvimos pessoas e a partir da fala delas nós transformamos isso em documentos na escrito. Então para compor o livro você tem: fontes emerográficas, fontes iconográficas e fontes frutos de entrevista.

NC-  A senhora então destacaria esses pontos como relevantes para a história de Caxias?

Jordânia-  Muito relevantes. Porque os alunos dos cursos de história eles pesquisam muito. Eles vão ao Instituto Histórico e Geográfico, vão a Academia Caxiense de Letras. Alguns alunos vão até São Luís fazer pesquisa. Agora mesmo nós tivemos uma ex-aluna que foi aprovada em um mestrado de História do Brasil na Universidade Federal do Piauí e isso serve para comprovar que os nossos alunos estão lendo uma bibliografia de alto nível e principalmente atualizada. Isso serve como exemplo também para mostrar que nós temos um perfil de aluno muito bom hoje frequentando a universidade. O que nós estamos fazendo agora é tentando socializar esse conhecimento. Temos muitos trabalhos que estão na gaveta e eles hoje precisam chegar até o conhecimento da população.

NC-    Enquanto organizadora, escritora e também educadora qual é o conhecimento hoje da população caxiense sobre sua própria história?

Jordânia-  Nós historiadores conhecemos nossa própria história do passado até mais do que quem vivenciou essa história, porque nós vamos atrás dos vestígios desses fatos. Eu vejo que Caxias tem uma tradição histórica muito grande mas hoje não há uma preocupação, principalmente por arte do poder público, de passar essa história para novas gerações. Não há um livro publicado, por exemplo, para que as nossas crianças já comecem a gostar da sua história local. Ainda falta isso e nós do meio acadêmico, estamos querendo preencher essa lacuna. Socializar o conhecimento para que as novas gerações conheçam a importância da história de Caxias.

NC- Mesmo a obra tendo esse estilo de artigo é uma leitura acessível para todos os públicos?

Jordânia- Procuramos ao máximo escrever em uma linguagem mais simples possível, mais acessível a acho que o resultado foi muito bom. Isso se refletiu até no lançamento, pois muita gente, um publico bem variado, fez questão de adquirir o livro. As pessoas continuam procurando pelo livro e receptividade está muito boa.

POLICIA RODOVIÁRIA FEDERAL FISCALIZA TRÂNSITO NA BR 316

       A Policia Rodoviária Federal está intensificando as fiscalizações na BR 316. A ação acontece em virtude do aumento do número de ocorrências registradas na BR no mês de maio. As fiscalizações são repentinas e em pontos estratégicos da BR. Em menos de vinte minutos de operação duas irregularidades foram notificadas. Em uma delas o condutor de moto José Messias de Araújo foi flagrando pilotando sua moto transportando mais pessoas, do que a capacidade da moto permitia. O motoqueiro ficou assustado ao ser parado pela barreira policial.

        “Quando vi já estava em cima. Mas eu não faço isso sempre não é porque a gente precisava ir de uma vez só, senão mia perder muito tempo”, argumenta o motociclista.
       Ainda de acordo com a PRF, o mês de maio já é um dos mais violentos de 2011 nas rodovias federais que cortam o Maranhão. Na primeira quinzena do mês foram registrados mais de quinze acidentes. Segundo o Inspetor Lindomar, algumas equipes estão cumprindo fiscalizações fora da escala de trabalho. A meta é diminuir as estatísticas redobrando as fiscalizações já que muitos acidentes acontecem justamente por causa da imprudência de condutores de carros e motocicletas.
    "Como o nosso efetivo é pequeno, algumas equipes vem trabalhando em dobro, em horários e locais alternados. Nosso objetivo é coibir a imprudência no trânsito", explica.     
      As rondas da Policia Rodoviária Federal estão sendo realizadas, ainda, em trechos que ligam Caxias à outras cidades, onde apresentam necessidade de uma fiscalização reforçada, como a área de balneários próximos à cidade de Timon. Nestes pontos a atenção é redobrada porque nesses lugares os motoristas costumam fazer consumir bebida alcóolica, o que pode facilitar a imprudência. Quem passa para a vistoria não fica muito satisfeito com a abordagem, mas acha que a policia está fazendo o seu trabalho.
      “É o trabalho deles não é mesmo. A gente não fica muito satisfeito não, porque as vezes perde muito esperando, mas se for para a segurança das pessoas a gente tem mais é que apoiar”, admite o motorista Celso Tavares.
      Conforme informações do inspetor da PRF a fiscalização acontece também nos trechos que ligam Caxias à Peritoró e Presidente Dutra, onde nos últimos dias foi registrado um aumento no número de assaltos na região. Em Caxias, a PRF é responsável por fiscalizar 740 quilômetros de rodovia que ligam a cidade a outros municípios, que abrange a área até São Mateus, e outras fronteiras, como Barra do Corda, Colinas e Timon.


COM REPORTAGEM DA JORNALISTA LORENA MIRANDA

ELAS SÃO CRIANÇAS

     Como se não bastasse iniciar as aulas da zona rural com atraso alunos que residem nas localidades Cajueiro, Lavras, Centro da Lagoa, Jabuti e Baixa do Engenho foram trocados repentinamente de turno. Ao invés de estudarem no turno vespertino, horário no qual foram matriculados, eles são obrigados a ir à escola a noite.

     O que mais indignou os caxienses é que estes alunos são apenas crianças. A mais velha tem em torno de onze anos de idade. As mães não aceitaram isso passivamente, nem deveriam. Elas querem não apenas a mudança de turno, mas uma explicação para esse imbróglio todo. São atitudes como esta que demonstram a falta de bom senso da gestão municipal. Até que ponto algumas pessoas ainda irão achar isso normal?

    Quem defende esse governo taxa denúncias como estas de vazias e fantasiosas, mas não são. É até contraditório, pois o município já foi premiado nacionalmente por estimular boas práticas educacionais, e isso não é piada ou pegadinha. Mas esse lado bom deve ser em outra Caxias. Na Caxias do Maranhão da realidade de dezenas de crianças elas não têm merenda, não tem transporte escolar e ainda são obrigadas a estudar a noite. Agora imagine se isso não seria bem pior se elas não fossem apenas crianças.   

Desculpa
Vamos aguardar para saber qual será a desculpa mentirosa que será inventada pela secretaria municipal de educação para esse ocorrido. Erro na hora de preencher as fichas de matriculas? Alguém trocou os alunos de horário por engano? Ou faz parte de alguma medida do Ministério da Educação que obriga crianças a estudar a noite?

Formação
A secretaria municipal de educação, Silvia Carvalho nem tem qualificação para cometer um desatino como este. Educadora por formação e labuta Silvia sabe que isso é contra a lei então.

Se colar
Assim como no resto da administração municipal tudo vai na base do se colar colou. Como as mães ainda não tinham reclamado as crianças estavam estudando de noite, agora que aconteceu uma cobrança ela garante que vai conversar com as mães sobre o assunto.

Denúncias
Mas uma denúncia grave que precisa ser apurada. Com tantos absurdos o que precisa ser trocado não é a chefe da pasta, mas o gestor municipal que dá a palavra final sobre todas as decisões municipais. Mas assim como em todas as outras vezes, neste caso ele também vai fingir que não estava sabendo de nada disso